Luiz de Oliveira Dias*

Luiz de Oliveira Dias*

… Como fizeram ao Presidente Jair Bolsonaro numa das suas primeiras aparições públicas. Tirando isso chamem-me o que quiserem que, democraticamente, não me importo.

A única vez – única e talvez primeira e última – que concordei com o Presidente dos Estados Unidos, Sr. Trump, foi o que disse no telegrama que enviou ao novo Presidente do Brasil, o Sr. Jair Bolsonaro: “Parabéns ao Presidente Jair Bolsonaro que acaba de fazer um grande discurso de posse – os EUA estão consigo”.

Como também eu e quantos amamos o Brasil e estávamos angustiados pelo o que parecia ser o seu irreversível resvalar para a pobreza socialista.

Mas mais do que o amor que sinto pelo Brasil, tenho legitimidade para o afirmar “de peito às armas feito”: vem-me do facto de possivelmente ser o único residente de Macau que recebeu das mãos de um Ministro da Justiça do tempo em que morei no Rio de Janeiro o diploma de equiparação de direitos – vulgo, dupla nacionalidade – que me permitia eleger ou ser eleito para todos os cargos políticos e administrativos federais, estaduais e municipais com excepção do Presidente da República para o que a Constituição requeria que fosse um cidadão nato.

Depois de uma década de regime quase socialista – todos nos comícios pró-Lula de camisa vermelha e punho direito ao alto e do mandato de Temer que no fundo nunca existiu, todos a chegar ao topo do regime com o voto dos dois partidos comunistas – o PCbão e o PCbinho – e dos Sem Terra e os Trabalhadores, tudo como se sabe “farinha do mesmo saco”.

Foi nessa altura que irrompeu na arena, como um toiro desembolado um outro candidato, Jair Bolsonaro, um capitão do Exército na reforma que tantas verdades, compromissos e propostas afirmou que, sem comícios nem entrevistas para a televisão, ganhou as eleições com quase 90% dos votos do país e todas as faixas do eleitorado, prometeu que o Brasil iria voltar a ser brasileiro.

A sua figura e perfil político que se lhe adivinharam provocaram o medo e a ira dos partidos tradicionais. Começaram, como acima disse, por tentar assassiná-lo à facada e, como não conseguiram, imediatamente o rotularam de extrema direita, populista, fascista e por aí adiante. O nível nacional da corrupção, os assaltos à mão armada 24 horas por dia em todas as principais cidades, o falhanço rotundo da economia e finanças, e os cofres quase vazios falaram mais alto do que os berros, as faixas e as alcunhas. O grito “ele não!” cedo foi substituído pelo silêncio dos vencidos e convencidos.

Até que, na contagem dos votos – que ninguém contestou – Jair Bolsonaro tomou posse como Presidente do Brasil no passado dia 2.

Recordo algumas frases que também o povo não esqueceu: depois de se benzer afirmou que “o regresso à moral cristã e aos valores tradicionais da família contra a política, do sexo, o reforço do apoio às Forças Armadas e Segurança” bem como a liberalização da venda de armas aos maiores de idade face ao aumento assustador dos assaltos à mão armada das ruas e nas estradas “o cidadão merece ter meios para se defender”.

No que toca à Economia, também Bolsonaro foi claro: “procuraremos criar um ciclo para a economia que traga a confiança necessária para estimular a competitividade e confiança”.

E a terminar este grito que soltou emocionado acenado no ar com a bandeira nacional: “esta é a nossa bandeira, jamais será vermelha e daremos o nosso sangue para mantê-la verde e amarela”.

 

*Ex-presidente do Instituto Politécnico.