José Rocha Diniz
José Rocha Diniz

Facto 1: Esta primeira linha do Metro saiu muito cara. Segundo os dados oficiais ontem actualizados, os 9,3 km ascenderam a cerca de 10 mil milhões de patacas. Feitas as contas, cada quilómetro custou 1,075 mil milhões. Ora, segundo dados oficiais de 2007, o GDI previa o custo de 4,2 mil milhões para 20 km da primeira fase.

Conhecem-se as dificuldades do projecto e as vicissitudes porque passou. O erro de previsão, contudo, é de um enormidade que só se compreende pela falta de conhecimento inicial.

Facto 2: É evidente, também, que esta linha não vai ajudar em nada os problemas de trânsito na cidade e ilhas. Salvo a curiosidade dos residentes que nos próximos meses e nas horas vagas, vão encher as carruagens porque é “novidade”, “a la longue” a actual linha não vai retirar veículos das estradas.

Como muito bem reconheceu André Ritchie, isso poderá acontecer quando e se houver outras linhas que dêem dimensão a esta. Espera-se, aliás, que o preço não seja desmotivador de novos investimentos neste meio de transporte, limpo e seguro.

Em contraponto, é redutor, no entanto, pensar a actual obra do Metro apenas pelo seu preço e a reduzida influência no trânsito local.

Trata-se de uma grande obra de engenharia que, por si mesmo, vai funcionar como mais uma atracção para uma ilha que tem muitos habitantes e recebe muitos turistas, mas ainda precisa de diversificados pontos de interesse.

Um pouco como em Las Vegas…

 

* Administrador do JTM