Eva Cabral*
VENEZUELA: UE COM AJUDA DE EMERGÊNCIA – A situação na Venezuela continua a agravar-se sem que Portugal faça nada para ajudar os cerca de meio milhão de luso-venezuelanos. A semana começou com alta representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança a considerar que a crise política e humanitária na Venezuela é uma das “urgências” que a diplomacia comunitária deverá enfrentar a curto prazo. Num discurso perante os trabalhadores do Serviço Europeu de Acção Externa, Federica Mogherini apontou como exemplos das “urgências” que a UE deve abordar nos próximos meses a situação na Venezuela e também no Médio Oriente, Líbia, Ucrânia, Afeganistão, ou Coreia do Norte. A Comissão Europeia anunciou em Junho um novo pacote de ajuda humanitária de emergência de 35,1 milhões de euros para o povo venezuelano e para os países vizinhos, que estão a acolher centenas de milhares de venezuelanos que fogem da crise no seu país. A UE mantém ainda sanções contra 18 altos cargos venezuelanos por violações dos direitos humanos e actividades contrárias à democracia e ao Estado de direito, além do embargo a armas e um veto a material que possa ser utilizado para “repressão interna”. Na sua intervenção, a chefe da diplomacia europeia fez também um balanço sobre os avanços nas relações entre o bloco comunitário e os países da América Latina.
ANGOLA AGRADECE À CHINA – A China está a reforçar a sua presença em África. O Presidente angolano, João Lourenço, agradeceu ao homólogo chinês Xi Jinping a ajuda ao processo de reconstrução nacional em Angola, país que ainda sofre dos efeitos da guerra civil. O Presidente angolano, João Lourenço, agradeceu, em Pequim, ao homólogo chinês, Xi Jinping, a ajuda ao processo de reconstrução nacional em Angola, país que foi devastado por uma guerra civil. Segundo noticia o Jornal de Angola, João Lourenço falava durante a recepção oficial que lhe foi oferecida por Xi e afirmou que Angola encontrou na China um parceiro que está a ajudar a construir o país e que foi o país asiático “quem estendeu a mão na fase de reconstrução nacional”. “Estamos a reconstruir o nosso país com o financiamento chinês também”, afirmou numa intervenção breve na sala de audiências do Grande Palácio do Povo, após ter sido recebido pelo homólogo chinês, em que foi analisada a cooperação bilateral.
NOVAS RELÍQUIAS NO EGIPTO – São sempre importantes para se avaliar a história da Humanidade. O Governo do Egipto disse que arqueólogos desenterraram uma das aldeias mais antigas já encontradas no delta do Nilo, com vestígios anteriores ao tempo dos faraós. O Ministério das Antiguidades avançou que o local neolítico foi descoberto em Tell el-Samara, cerca de 140 quilómetros a norte do Cairo, capital do Egipto. O líder da equipa de arqueólogos, Frederic Gio, explicou que a sua equipa encontrou silos contendo ossos de animais e comida, indicando que havia humanos a habitar aquele sítio cerca do ano 5.000 antes de Cristo e cerca de 2.500 anos antes de serem construídas as pirâmides de Gizé. Nos últimos anos, o Egipto tem promovido descobertas na esperança de reavivar o turismo após a agitação que se seguiu à revolta popular de 2011.
MILITARES NA REPÚBLICA CENTRO-AFRICANA – Três dezenas de pára-quedistas portugueses, que integram a 3ª Força Nacional Destacada na República Centro-Africana, realizaram uma operação de ajuda humanitária na passada semana, na aldeia de Mingala, aldeia a 500 quilómetros da capital, Bangui. Em comunicado, o Estado Maior General das Forças Armadas refere que a acção na aldeia, solicitada pelas Nações Unidas, teve como “principal objectivo avaliar e recolher elementos de informação para posterior análise e determinação das mortes na região e fornecer medicamentos de emergência para salvar vidas”. Na aldeia de Mingala, “acessível apenas pelo meio da selva”, tem-se registado “um número indeterminado de mortos, principalmente de crianças, por causas desconhecidas”. Face ao perigo de grupos armados na região, os militares portugueses asseguraram “as operações de reconhecimento das zonas de aterragem, a segurança da área, bem como a escolta e a protecção próxima do grupo de especialistas civis das Nações Unidas e dos elementos de várias agências humanitárias em missão na República Centro-Africana”. A 3ª Força Nacional Destacada na capital da República Centro-Africana, Bangui, realizou, desde Março, mais de meio milhar de missões, entre as quais patrulhas motorizadas, escoltas e operações de defesa e controlo de terreno ou infra-estruturas chave. Na maioria, os grupos armados na República Centro-Africana desenvolvem acções criminais para reunirem dinheiro, como raptos (de governantes locais e membros de organizações não-governamentais), extorsões, furto de gado e abate de elefantes para venda de marfim. Os rebeldes realizam também acções de bloqueio de vias de comunicação, para impedir a ajuda humanitária, e recorrem também ao tráfico de diamantes e ouro.
CP ALUGA MAIS COMBOIOS A ESPANHA – Anos de falta de investimento levaram a uma solução de recurso. A CP vai assinou, em Madrid, um protocolo com a Renfe para alugar quatro comboios a diesel à empresa espanhola, que deverão começar a chegar a Portugal no início de 2019. A transportadora ferroviária portuguesa tem actualmente alugadas 20 composições à Renfe, à qual paga sete milhões de euros por ano, ou cerca de 350 mil euros por comboio. Segundo uma nota do Ministério do Planeamento e das Infraestruturas português, o protocolo “contempla a extensão a mais unidades do contrato de aluguer de material circulante a diesel existente entre a Renfe e a CP”. O acordo prevê também a “realização de testes técnicos com vista ao aluguer de unidades eléctricas pela empresa portuguesa” à Renfe e a troca de experiências de manutenção de comboios entre as empresas de manutenção da CP (EMEF) e a empresa espanhola.
CIDADÃOS VENCEM EM TERENA – O movimento de cidadãos que venceu as eleições autárquicas de Outubro de 2017 na freguesia de Terena, no concelho de Alandroal, distrito de Évora, voltou a ganhar, mas, desta vez, com maioria absoluta nas intercalares de domingo. O acto eleitoral que resultou da renúncia ao mandato do presidente da Junta e de todos os membros efectivos e suplentes da lista vencedora das autárquicas do ano passado, tendo o Governo marcado uma nova chamada às urnas. Nestas eleições intercalares, a lista movimento “DITA – Alandroal é o nosso partido”, encabeçada por Miguel Gomes, conquistou 201 votos (49,63%) contra 132 votos do PS (32,59%), liderado por Umbelina Borralho, e 64 votos da CDU (15,80%), que apostou em Manuel Pereira.
* Jornalista. Assessora de Passos Coelho nos XIX e XX Governos Constitucionais.




