Luiz de Oliveira Dias*

Luiz de Oliveira Dias*

Decorrem até à próxima sexta-feira 28 as comemorações do 5º aniversário da Fundação Rui Cunha. Parabéns, portanto, à Fundação, aos seus dirigentes e pessoal e, especialmente, ao seu fundador e presidente, o próprio Rui Cunha.

Raras são as instituições, fundações ou não, que passados cinco anos sobre o começo da sua actividade não apenas mantêm mas até aumentam o número das suas actividades. O número e, possivelmente, até a sua qualidade.

Acompanhei desde o princípio as suas iniciativas e lembro-me bem de que tão acertadas eram que ainda hoje prosseguem. E, a essas, outras se lhes têm seguido a ponto de poder dizer-se que a Fundação é hoje o centro e o impulsionador da vida cultural da Cidade. Sobretudo agora que a Fundação Oriente, que nos primeiros anos do seu funcionamento foi o tal centro e a tal impulsionadora, mas hoje já quase desapareceu do nosso programa cultural e que o Instituto Internacional passou a limitar a sua actividade – que não o seu nível e a sua qualidade – a algumas fases do ano.

Justifica-se pois a sua festa, a festa dos seus cinco anos cujo programa também constitui o índice das suas iniciativas quer na área jurídica quer na cultural.

Se quisesse destacar alguns dos pontos desse programa referiria quase ao acaso, na primeira, o lançamento de um livro do jurista Paulo Cardinal sobre “Direito, Transição e Continuidade” e a conferência na Escola Portuguesa sobre Tráfego e consumo de droga; e na área cultural o “Encontro de coros e o ciclo” Turismo e cidades na Ópera. Todas iniciativas cujo sucesso lhes garante que vão continuar. E isso é importante pois diz bem quanto a actividade da Fundação era necessária em Macau.

Votos neste dia de anos? O primeiro, claro está, que continue assim. O que aliás é pouco para as suas potencialidades. Outras virão sem dúvida dada a capacidade realizadora dos seus dirigentes. Atrevo-me a sugerir algumas – mais edições próprias e patrocinadas e a publicação regular de um boletim – e de somente um boletim – em que se registem as suas actividades já cumpridas e o programa das futuras. E, no plano externo, a grande novidade anunciada pelo Dr. Rui Cunha na entrevista que deu há dias a este Jornal – a vontade de reforçar o intercâmbio com a China para que os cidadãos do Continente compreendam (eu diria que conheçam) que Macau tem uma identidade muito própria em todas as suas áreas.

Sempre “Por Macau, Mais e Melhor”.

 

* Docente. Anterior presidente do Instituto Politécnico de Macau.