Oficialmente começou ontem o VI Encontro das Comunidades Macaenses 2019. É uma romagem de saudade, e também de afirmação da importância da comunidade, para a própria RAEM, fundamentada na História, e no espírito e na letra da própria Lei Básica.
As Casas de Macau na diáspora têm sido os elementos agregadores destas comunidades, embora é inegável que permanecem problemas sobre o papel que desempenham e nalguns casos mesmo a sua continuidade.
Nalguns países, têm sobressaído questões profissionais, mobilidade e mesmo distância das Casas, que obstam à atracção de novas gerações, necessárias para a sua viabilidade.
O grande problema, quanto a mim, continua ser a inexistência de um papel concreto no relacionamento das Casas com Macau. No mandato de Edmund Ho pareceu que iriam poder ser consideradas “embaixadores” na ajuda ao desenvolvimento das relações comerciais entre as regiões onde estão sediadas e a RAEM.
Terá havido alguns resultados, mas deixou de se falar nisso.
Independentemente de outras instituições já existentes, julgo que seria um papel, difícil, mas muito decisivo no futuro.
Talvez agora, conhecendo a imponente realidade da Grande Baía, seja tempo de reanalisar este tema.
* Administrador do JTM



