Localizada no cruzamento entre a Avenida de Sidónio Pais e a Rua de Filipe O’Costa, a nova Biblioteca Central de Macau será construída no local do antigo Hotel Estoril, com uma área de implantação de cerca de 2.960 metros quadrados. De acordo com o projecto de concepção, a biblioteca, com uma área total de construção de cerca de 13.800 metros quadrados, terá um edifício de quatro andares com uma cave para armazenamento, incluindo um espaço principal de biblioteca, salas de conferências, área de estudo e área de leitura pública.
Para acompanhar o progresso global, o projecto será realizado em duas fases. A primeira fase consiste na demolição do antigo Hotel Estoril e na construção das fundações e da cave da nova biblioteca, com um prazo máximo de obra de 450 dias úteis. No entanto, a Piscina Estoril junto ao hotel não foi incluída no projecto, pelo que não há esperança de reconstrução da piscina.
Na minha opinião, a nova Biblioteca Central, virada para a Praça do Tap Seac, situa-se junto ao Pavilhão Polidesportivo Tap Seac e a várias escolas que são frequentadas por um grande número de alunos. Além disso, como existem zonas comerciais e residenciais na rua principal da Avenida do Conselheiro Ferreira de Almeida, próxima da nova Biblioteca Central, há um grande fluxo de pessoas que passa por esta zona, pelo que se acredita que, quando a biblioteca for construída e entrar em funcionamento, estimulará o desenvolvimento de toda a zona, e o potencial e as oportunidades de negócios derivadas da biblioteca serão enormes.
Porém, enquanto uma zona de alta densidade populacional, as instalações recreativas e desportivas lá existentes não são capazes de acompanhar o desenvolvimento global da zona. E em termos da distribuição circundante, embora existam centros desportivos e parques nas imediações, e exista a Piscina Estoril, essas instalações não conseguem responder às necessidades dos habitantes ou dos entusiastas de desporto.
Por exemplo, a Piscina Estoril tem uma localização privilegiada, situando-se junto a várias escolas, pelo que tem um grande número de utilizadores. Contudo, como é uma piscina ao ar livre, pode ser facilmente afectada por condições meteorológicas, como chuva e tufões. Por exemplo, no Inverno, a piscina não pode ser aberta ao público, entrando assim num estado de “hibernação”. É realmente uma pena.
Neste contexto, proponho ao Governo que prepare alguns planos para a reconstrução da Piscina Estoril em conjunto com o desenvolvimento da nova Biblioteca Central.
Se tiver este tipo de planos, isso irá beneficiar os habitantes e os estudantes nesta zona, proporcionando melhores instalações desportivas para servir os utilizadores. No entanto, se não houver um plano de reconstrução, sugiro fortemente que a reconstrução da Piscina Estoril seja incluída na 2ª fase de desenvolvimento da nova Biblioteca Central, e que a piscina seja convertida numa piscina coberta e num centro desportivo integrado, com alguns pisos adicionais acima da piscina, sendo a fachada utilizada como lojas ou escritórios das federações das associações desportivas, e os pisos superiores utilizados como diferentes tipos de ginásios cobertos e bases de treino físico.
Além disso, pode ser considerada a possibilidade de criar um centro de fisioterapia e um gabinete de exame físico, para facilitar os praticantes de vários desportos, desempenhando múltiplas funções. Desse modo, para além de apoiar o desenvolvimento desportivo, esta medida pode também dar vitalidade ao desenvolvimento económico e comercial daquele bairro. Espero que o Governo considere esta hipótese.
*Presidente da Associação de Estudos Sintético Social de Macau



