Para Xi Jinping, o papel de Hong Kong e Macau continua a ser imprescindível para a China. Na nova fase de Abertura e Reforma Nacional, a posição de Macau só será elevada e nunca enfraquecida, salientou o Presidente chinês, num encontro com os líderes das RAE

 

Num encontro com os dirigentes de Hong Kong e Macau por ocasião das celebrações dos 40 anos da Abertura Económica e Reforma Política da China, Xi Jinping reiterou que o “socialismo com características chinesas” está numa nova era e o Governo Central continuará a insistir na abertura ao exterior.

Xi Jinping realçou que as RAE mantêm uma posição de destaque e vantagens extraordinárias. “Continuam a ter um papel insubstituível”, disse o líder da República Popular da China.

Por outro lado, o Presidente espera que os cidadãos de Hong Kong e Macau mantenham a paixão patriótica e tenham um espírito pioneiro para contribuírem para a abertura económica e reforma política do país.

De acordo com o “Ou Mun Tin Toi”, Xi Jinping mencionou as oportunidades criadas pela iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota” e a construção da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, que devem ser aproveitadas para que se possa “escrever um novo capítulo do grande rejuvenescimento da nação chinesa”.

Por sua vez, no balanço da participação nas actividades comemorativas, o Chefe do Executivo da RAEM indicou que Xi Jinping reconheceu os contributos das RAE no processo de abertura económica das últimas quatro décadas e formulou quatro “desejos” para que as duas regiões se possam integrar na estratégia nacional.

O Governo Central espera que Hong Kong e Macau sejam “mais activos” no apoio à plena abertura do país. “A posição de Macau só vai subir e as funções do território também serão cada vez mais alargadas. A sua posição não vai enfraquecer-se na abertura nacional”, afirmou.

“Os cidadãos de Macau devem esforçar-se mais usando os capitais, novas tecnologias e quadros, participando nas novas políticas de alto nível de abertura do Estado”, enfatizou, destacando a construção do Centro Mundial de Turismo e Lazer e à Plataforma de Serviços para a cooperação comercial entre a China e os países lusófonos.

O Presidente frisou que a Grande Baía e a iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota” são medidas importantes para manter a prosperidade e estabilidade a longo prazo de Macau, cabendo ao território aproveitar as suas vantagens. Paralelamente, Macau deve ser inovador na criação de mecanismos que possam gerar um novo motor de crescimento económico.

“A Lei Básica é aplicada em Macau, assegurando o interesse das pessoas e, ao mesmo tempo, a RAEM deve elevar a sua capacidade de administração”, disse o Presidente como terceiro “desejo”.

 

“Macau deve manter as suas características”

A quarta aspiração centra-se no papel de Macau ao nível da comunicação com o estrangeiro. “A cultura chinesa é dominante em Macau, mas existe multiculturalidade, sendo ponte de comunicação entre diferentes culturas. Portanto, Macau deve manter as suas características como uma cidade internacional para usar os laços existentes para promover a cultura chinesa, contar a boa história da China moderna e a história de sucesso da concretização da política ‘Um País, Dois Sistemas’”, aponto.

No encontro, o Chefe do Executivo de Macau elogiou os “extraordinários 40 anos que se passaram da caminhada magnífica” para a abertura e reforma política. “A reforma e a abertura são um marco no processo de modernização da China e tanto eu próprio como todos os compatriotas de Macau temos sentido as grandes mudanças”, frisou.

Salientando que Xi Jinping disse que “a China não parará a sua abertura e reforma”, Chui Sai On assegurou que Macau acompanhará os tempos e esforçar-se-á por desempenhar um novo papel nesta nova caminhada.

 

V.C.