Até 4 de Fevereiro, estão disponíveis para consulta oito plantas de condições urbanísticas, incluindo um projecto na Rua de Francisco Xavier Pereira que poderá passar de um prédio de quatro andares para um com 90 metros de altura. Em análise estão ainda projectos localizados em zonas protegidas
Liane Ferreira
Foram disponibilizadas para consulta oito plantas de condições urbanísticas (PCU), com destaque para o projecto previsto para a intercepção da Rua de Francisco Xavier Pereira e Travessa da União na Península. De acordo com os documentos, o terreno de propriedade privada com 685 metros quadrados e que actualmente tem um prédio de quatro andares de habitação e lojas no rés-do-chão, poderá receber uma torre, já que a altura máxima permitida proposta pelo presente projecto é de 90 metros.
Com a cedência de parte do terreno para a construção de via pública, o lote passará a ter 661,3 metros quadrados, devendo ainda reservar lugares de estacionamento para motociclos em número não inferior a 25% dos estipulados para ligeiros.
O piso ao nível da cobertura de pódio deve incluir um espaço verde e de lazer e a parte inferior pode destinar-se a instalações comuns, como o clube.
Por sua vez, um terreno junto à Travessa da Praia, com finalidade não industrial, poderá receber um edifício com altura máxima de 20,5 metros. Na PCU consta que em fase de anteprojecto e projecto de arquitectura, o parecer dos Serviços de Protecção Ambiental tem de ser ouvido.
Ainda na Península, contam-se um projecto na Rua da Mitra cujo prédio poderá atingir os 17,8 metros de altura, estando inserido na zona das imediações do Farol da Guia; um lote na Rua da Caldeira, inserido no Plano da Almeida Ribeiro e que também poderá ter um edifício com essa altura. Este último terreno tem actualmente um prédio habitacional com dois pisos e lojas no rés-do-chão.
Já na Taipa, para um terreno desocupado com 178 metros quadrados na Rua dos Clérigos é proposto que o edifício venha a ter 11,2 metros de altura até à esteira da cobertura. O lote insere-se na zona de protecção do Plano da Vila da Taipa.
As informações indicam a adopção obrigatória de cobertura inclinada, revestida de telha chinesa, sendo ainda permitida a cobertura plana acessível revestida de tijoleira chinesa. Além disso, existem restrições de utilização de materiais, pelo que terá de ser utilizado reboco pintado nas fachadas e caixilharias de madeira ou metal nas janelas e portas.
As PCU estão disponíveis para consulta até 4 de Fevereiro.



