Os Serviços de Turismo acreditam que a RAEM vai registar um aumento de cerca de 10% de visitantes durante o Ano Novo Chinês, pelo que planeiam tomar medidas para aliviar a pressão nas zonas turísticas. A directora salientou que, de acordo com um estudo, as Ruínas de São Paulo e o COTAI são os pontos turísticos mais procurados pelos visitantes

 

Viviana Chan

 

A Direcção dos Serviços de Turismo (DST) estima que o número de visitantes possa crescer 10% no Ano Novo Chinês, face ao período homólogo de 2018. Maria Helena de Senna Fernandes destacou que o fluxo de turistas em Novembro e Dezembro apresentou um crescimento de dois dígitos, o que na sua análise, pode estar relacionado com a abertura da Ponte do Delta. Porém, apontou que a instabilidade económica poderá afectar a vontade de viajar e o consumo.

No programa do “Ou Mun Tin Toi”, Maria Helena de Senna Fernandes garantiu que voltará a ser aplicada uma série de medidas para gerir as multidões, sendo que a DST planeia destacar funcionários para 10 pontos chave no sentido de orientar o fluxo de turistas no Ano Novo Lunar.

Por outro lado, um estudo promovido pelo Governo mostrou que as Ruínas de São Paulo e a “COTAI Strip” são os pontos turísticos que os visitantes querem mais visitar. A DST espera que os turistas possam ser distribuídos por mais pontos turísticos, e assim aliviar a pressão junto às Ruínas de São Paulo.

No mesmo programa, o presidente da Associação da Indústria Turística, Wu Keng Kuong advertiu que a má gestão dos transportes públicos dificulta as deslocações, sendo difícil levar as pessoas do COTAI para as zonas antigas.

Um cidadão não identificado ligou para o programa a queixar-se da “invasão” de excursões em zonas habitacionais, como o Kai Chi Kei, Ilha Verde ou Toi San, e queixou-se do facto dos autocarros turísticos afectarem muito os transportes na zona das Ruínas de São Paulo, inclusive as ambulâncias. Maria Helena de Senna Fernandes notou que algumas agências de viagens não respeitam às indicações das autoridades sobre o estacionamento nas Ruínas, no entanto, salientou que a competência de intervenção é do Corpo de Polícia de Segurança Pública e da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego.

Actualmente, os autocarros turísticos estão proibidos de estacionar naquela zona, tendo os excursionistas de caminhar desde as Ruínas até à Praça de Tap Seac para apanhar os autocarros. Nesse contexto, Wu Keng Kuong considerou que as escadas da zona de São Lázaro podem causar incómodos aos excursionistas obrigados a andar desde as Ruínas, por isso, espera que o Governo promova melhorias nesse âmbito.

Para além disso, instou as autoridades a criarem mais paragens para os autocarros turísticos nos bairros antigos e habitacionais, para reduzir o impacto nos moradores da zona.

 

DST aposta na mascote “Mak Mak”

Em cooperação com o Fundo das Indústrias Culturais, os Serviços de Turismo (DST) pretendem diversificar a oferta de produtos da mascote “Mak Mak”, o colhereiro-de-cara-preta. Maria Helena de Senna Fernandes revelou que a DST planeia ter uma licença de conteúdo aberto, para que os artistas possam dedicar-se a desenhar os produtos criativos sobre a mascote sem terem problemas com os direitos de autor.