Sam Hou Fai, novo Chefe do Executivo de Macau, durante a conferência de imprensa após ter sido eleito por 394 votos dos 400 membros da Comissão Eleitoral do Chefe do Executivo, no Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, Macau, China, 13 de outubro de 2024. O chefe do Executivo de Macau eleito prometeu hoje reforçar a ligação aos países de língua portuguesa, considerando ser uma das vantagens que a região pode usar para apoiar o desenvolvimento da China. GONÇALO LOBO PINHEIRO/LUSA
Sam Hou Fai, novo Chefe do Executivo de Macau, durante a conferência de imprensa após ter sido eleito por 394 votos dos 400 membros da Comissão Eleitoral do Chefe do Executivo, no Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, Macau, China, 13 de outubro de 2024. O chefe do Executivo de Macau eleito prometeu hoje reforçar a ligação aos países de língua portuguesa, considerando ser uma das vantagens que a região pode usar para apoiar o desenvolvimento da China. GONÇALO LOBO PINHEIRO/LUSA

No período de antes da ordem do dia da reunião plenária da Assembleia Legislativa, vários deputados apresentaram sugestões ao próximo Chefe do Executivo, além de congratularem Sam Hou Fai pela sua eleição. Song Pek Kei começou por realçar que “a nova equipa governativa deve integrar diferentes talentos, absorvendo todos aqueles que tenham capacidade e vontade de servir a sociedade, com vista a assegurar a formação e o desenvolvimento de talentos para a governação da RAEM”. Além disso, a deputada defendeu o abandono do “antigo modelo de pensamento” por parte do próximo Governo, para que seja acelerada a criação de mecanismos e canais para o reforço da comunicação com “as associações e os cidadãos favoráveis ao amor à Pátria e a Macau”. Por sua vez, Lei Chan U espera que Sam Hou Fai “aposte na inovação e trabalhe com pragmatismo” para que a RAEM atinja um novo patamar de desenvolvimento. O deputado acentuou ainda a necessidade de o VI Executivo assegurar a “implementação estável e duradoura do princípio ‘Um País, Dois Sistemas’’ com base na Constituição e na Lei Básica”, “tomar a situação social e a opinião pública como linhas orientadoras para a elaboração científica das políticas”, e “promover o desenvolvimento a longo prazo de Macau, aproveitando o fortalecimento e o rejuvenescimento do país”. Por seu turno, Pereira Coutinho reiterou que “será necessária capacidade, habilidade e competência” para “resolver os principais problemas que afectam a vida dos cidadãos”. Alertando que, nos próximos anos, a indústria do jogo enfrentará uma concorrência “acérrima” de regiões vizinhas, sugeriu a adopção de políticas para atrair investimento estrangeiro.