No IV Fórum de Jovens Empresários entre a China e os Países de Língua Portuguesa, foi sugerida a aposta de Macau nos serviços de locação financeira de infraestruturas ou equipamentos turísticos. Por sua vez, o presidente do BNU garantiu que a instituição está preparada para apoiar os empresários que queiram investir em Portugal, África e China

 

A Feira Internacional de Macau (MIF) recebeu o IV Fórum de Jovens Empresários entre a China e os Países de Língua Portuguesa, cujo objectivo era promover o papel de Macau como plataforma para prestação de serviços financeiros. Um dos oradores principais, Liu Kaili, vice-presidente do Comité de Leasing da Associação Chinesa de Empresas de Investimento Externo, destacou as “vantagens óbvias” de Macau para o desenvolvimento da locação financeira, recomendando especialmente a locação de infraestruturas ou equipamentos turísticos. Deste modo, a RAEM poderia prestar apoio aos serviços financeiros para a circulação transfronteiriça de equipamentos de empresas chinesas e portuguesas.

Por sua vez, Yu KunMing, economista-chefe do Gabinete de Finanças do Governo de Guangdong, assegurou que a sua Província fortalecerá o intercâmbio e a cooperação financeira com Macau e os países lusófonos. Para isso, irá apoiar instituições financeiras qualificadas de Guangdong a investirem em Macau, bem como impulsionará a ligação entre os dois mercados financeiros e dará apoio à criação do Centro para a regularização das transacções em renminbis para os países de Língua Portuguesa.

Vong Sin Man, do Conselho de Administração da Autoridade Monetária de Macau, indicou que além deste centro de regularização, o território irá criar uma “Plataforma para financiamento das empresas dos Países de Língua Portuguesa (PLP)”, uma plataforma de locação financeira para os PLP e outra para negociação de metais preciosos (Ouro).

Já o presidente executivo do Banco Nacional Ultramarino (BNU), Carlos Álvares, disse que a instituição está preparada para apoiar os empresários que queiram investir em Portugal, África e China. O BNU “é líder em cinco dos sete países de língua portuguesa” em África, “pode assumir-se como uma porta de entrada na China” e, uma vez que beneficia “de uma relação estreita com o universo do grupo Caixa Geral de Depósitos”, do qual faz parte, pode ser importante na promoção de “investimento de empresas chinesas em Portugal” , argumentou.

No caso de Portugal, Carlos Álvares destacou “a grande abertura para o investimento estrangeiro”, o regime fiscal, a qualidade de vida, a segurança e os vistos “gold” como atractivos para os empresários lusófonos e chineses.

 

Oito protocolos no Fórum entre Moçambique e Fujian

Além do encontro de jovens empresários, realizou-se o “Fórum para o Comércio e o Investimento entre Moçambique, Província de Fujian e Macau”, que resultou na celebração de oito protocolos de projectos de cooperação.

Estes projectos envolvem as áreas de serviços médicos, medicamentos tradicionais chineses, tecnologia, protecção do meio ambiente, tendo sido assinados entre Macau e Fujian, e entre Moçambique e a província chinesa.

Representantes empresariais e institucionais dos três territórios discutiram novas oportunidades de negócio e concordaram que a cooperação económica e comercial entre a China, Macau e Moçambique baseia-se na complementaridade dos recursos vantajosos próprios, explicou o IPIM.

 

L.F. com Lusa