Alexis Tam entende que a EPM “é bem mais do que uma opção escolar”, sendo uma parte fundamental no ensino da Língua Portuguesa. Já a DSEJ destaca a promoção da diversidade cultural e o “papel importante no desenvolvimento social do território”

 

De forma muito positiva, “como aliás comprovam os resultados alcançados, a Escola Portuguesa de Macau, pelas suas características singulares, tem atraído cada vez mais o interesse das famílias, não como alternativa, mas como primeira escolha na continuação dos estudos dos seus filhos”, frisa o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura numa resposta à TRIBUNA DE MACAU. “Este desenvolvimento, do qual resultou um sucesso sobejamente reconhecido, foi feito com o apoio de recursos públicos que resultaram de uma aposta estratégica do Governo”.

Alexis Tam acredita que “a EPM é bem mais do que uma opção escolar para a comunidade falante de Língua Portuguesa”. “É parte fundamental no ensino da Língua Portuguesa e é um elemento determinante para desempenharmos, com sucesso, o papel que nos foi confiado de plataforma de serviços comerciais e culturais entre a China e os Países de Língua Portuguesa. Este desígnio só pode ser concretizado se pudermos contar com instituições de ensino de elevada qualidade”.

A expectativa do Secretário é que “a EPM continue a ser um espaço privilegiado no desenvolvimento de competências, na promoção do empreendedorismo, do cosmopolitismo, mas também um espaço de intercâmbio de culturas e de tolerância”. “Aos pais compete educar e à escola ensinar e formar os jovens de quem depende o nosso futuro. Quanto mais competentes e preparados eles forem mais sorridentes será o nosso futuro”, refere Alexis Tam.

A Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) deixa elogios semelhantes. A EPM “desempenha um papel importante no desenvolvimento social do território” e “estimula os seus alunos a prestarem atenção à sociedade de forma positiva e cultiva neles valores cívicos e morais, sendo que estes revelam um bom comportamento e a qualidade pedagógica da escola obteve o reconhecimento da autoridade administrativa competente”.

Ao mesmo tempo, “é uma escola com muita experiência no ensino do Português, com um corpo docente excelente” que “aceita alunos provenientes de diferentes países e regiões e providencia o necessário apoio a todos cuja língua materna não seja portuguesa, de modo a conseguirem dominar o Português com um nível básico para que consigam acompanhar o andamento da aprendizagem das várias disciplinas”.

Nesse sentido, o organismo assegura que “continuará a elevar a cooperação com a EPM no âmbito do ensino do Português”. “À medida que Macau se foi desenvolvendo como ‘Um Centro, Uma Plataforma’, foram surgindo, nos últimos anos, cada vez mais escolas do ensino não-superior que começaram a ministrar cursos de Português e o número de alunos subiu, pelo que a EPM pôde aplicar totalmente as suas vantagens próprias no ensino da Língua Portuguesa, alargando o intercâmbio educativo com as escolas e criando uma atmosfera agradável de aprendizagem de Português, de modo a elevar a motivação e eficácia dos alunos para a aprendizagem desta língua”.

 

I.A.