As questões da consciencialização para a importância da Lei Básica e da Constituição chinesa bem como do “amor ao País e a Macau” foram o foco da intervenção de dois deputados na reunião plenária da Assembleia Legislativa de ontem. Chui Sai On garantiu que o Executivo tem vindo a educar os jovens neste âmbito e os resultados “são notórios”

 

Inês Almeida

 

Mak Soi Kun acredita que é preciso “reforçar a consciencialização para o primado da lei, salvaguardar a dignidade da Constituição e concretizar a Lei Básica”, além de aumentar a consciência do amor ao País em Macau, ideias que transmitiu ontem a Chui Sai On.

“Quanto ao amor ao País e a Macau e no que respeita à aprendizagem da Lei Básica e da Constituição, antes e depois do estabelecimento da RAEM, temos vindo a formar os nossos jovens e os resultados são notórios e não foram conseguidos com facilidade. Em Macau, no que respeita ao valor nuclear de amar o País e Macau, também conseguimos resultados através de esforços envidados por várias gerações”, sublinhou Chui Sai On, convicto de que esse “sentido de pertença” tem sido “consolidado”.

“Desde a infância crio que temos oportunidades para conhecer a nossa Pátria. Através da educação, podemos também conhecer o desenvolvimento de Macau e do País”, defendeu o Chefe do Executivo, acrescentando que “Um País, Dois Sistemas é um princípio que tem por base o amor à Pátria e a Macau”.

“Acho que as gentes de Macau gostam da liberdade e respeitam este valor nuclear de amor à Pátria e a Macau que vai continuar a ser respeitado nas próximas gerações com esforços das famílias, escolas e sociedade”, destacou ainda o Chefe do Governo.

“Este valor nuclear do amor ao País e a Macau é bem respeitado. Cheguei a perguntar a académicos quanto aos resultados nesta vertente e temos de continuar a depender dos esforços do Governo e de toda a sociedade. O País já deu muito apoio a Macau, tal como o posicionamento da RAEM como Centro Mundial de Turismo e Lazer, de Plataforma entre a China e os Países de Língua Portuguesa e de cooperação regional no desenvolvimento da Grande Baía, daí que temos de agarrar as nossas oportunidades”.

Esta questão foi também foco da intervenção de Chui Sai Cheong que questionou: “como se generaliza a compreensão da Lei Básica e da Constituição entre a população?”.

Por sua vez, Chui Sai On sublinhou que “aprender a Lei Básica e a Constituição também é um valor nuclear do amor à Pátria e a Macau”. “No Dia da Constituição já disse umas palavras relacionadas com a aprendizagem da Lei Básica. O Governo tem promovido o estudo da Lei Básica e da Constituição e, no seio da sociedade, tem vindo a organizar várias actividades como seminários. Vamos continuar a convidar académicos para realizar seminários”, assegurou.

Além disso, “desde 2015, foram publicados artigos nos jornais sobre a Lei Básica para a população poder saber mais”. “Vamos continuar a apoiar as instituições para que tenham actividades de apresentação da Lei Básica como colóquios. Quanto à introdução no ensino superior [como disciplina] continuaremos a ouvir as opiniões de instituições do ensino superior”, assegurou Chui Sai On.