O ciclone tropical severo “Bebinca” foi o primeiro do ano a motivar que fosse emitido o sinal 8 de tempestade tropical. Durante as cinco horas em que vigorou “não foi registado qualquer incidente”, indicaram os Serviços de Polícia Unitários. A passagem do “Bebinca” não causou grandes incidentes tendo sido – como é recorrente – mais um pretexto para cobranças abusivas e outras infracções por parte dos taxistas
Durante a passagem do ciclone tropical “Bebinca” não houve registo de “grandes incidentes nem danos”, indicaram os Serviços de Polícia Unitário (SPU) em jeito de balanço sobre a situação geral do território durante o período em que o sinal 8 vigorou.
O sinal em questão foi içado às 19:30 de terça-feira (dia 14) tendo sido substituído pelo mais baixo (sinal 3) às 00:30 de ontem. Tanto que, na parte da manhã, por volta das 11:00 foram baixados todos os sinais.
Em todo o caso, durante o sinal 8, o Centro de Operações de Protecção Civil (COPC) esteve em “pleno funcionamento” contando com a colaboração de 29 indivíduos da estrutura da proteccão civil. De um modo geral, o COPC e os serviços de segurança receberam 55 pedidos de auxílio, nove de informação sobre a situação dos transportes e postos fronteiriços – cujos serviços suspensos à substituição do sinal para o mais inferior.
Seguindo as normas oficiais, quando foi anunciado que iria ser hasteado o sinal 8, bancos, serviços públicos e lojas dispensaram os seus funcionários. Por essa razão, os jornais portugueses também não se publicaram na manhã de ontem, com excepção do “Ponto Final”.
O ciclone tropical “Bebinca” – que ganhou categoria de “severo” – motivou o içar do sinal 1 no dia 9 que viria a ser substituído pelo superior no sábado. Ao longos desses dias, foram registados alguns incidentes como 8 casos de remoção de objectos sobretudo rebocos que, inclusive, provocou ferimentos ligeiros a um indivíduo; seis de queda de árvores (quatro dos quais resolvidos pelo IACM). De resto, durante as cinco horas em que vigorou o sinal 8 de tempestade tropical “não foi registado qualquer incidente”, indicam os SPU.
Ainda de acordo com o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais foram recolhidas 800 toneladas de lixo – quantidade semelhante à de dias normais -, não tendo ainda havido registo de inundações com níveis alarmantes.
Como precaução foram ainda encerrados, por volta das 20:30, um total de 13 auto-silos públicos localizados nas zonas baixas.
O Secretário para os Transportes e Obras Públicas reconheceu que tal medida gerou alguma “confusão”. Isto porque, desde que foram implementadas as novas directrizes de resposta a catástrofes, o “Bebinca” foi a primeira tempestade tropical do ano a obrigar o içar do sinal 8 e, consequentemente, o fecho temporário dos auto-silos públicos. Citado pelo “Ou Mun Tin Toi”, Raimundo do Rosário reconheceu mesmo que poderá ser necessário rever alguns procedimentos a este nível para evitar confusões semelhantes.
Em contrapartida, mediante as acções de combate aos táxis ilegais, o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) em conjunto com a Direcção dos Serviços de Assuntos de Tráfego (DSAT) registaram 13 casos de cobrança excessiva de tarifa e oito de exploração ilícita do serviço.
Ainda ao nível dos transportes, a Autoridade de Aviação Civil informou que o funcionamento do Aeroporto Internacional foi “parcialmente afectado” com a passagem do “Bebinca”. Por volta da uma da manhã de ontem as companhias aéreas começavam a retomar as várias dezenas de voos de e para Macau que tinham sido adiados ou cancelados. A essa hora, segundo a AMCM, tinha sido ainda alteradas as horas de partida e chegada de oito voos motivando a que 415 passageiros ficassem retidos no terminal de passageiros – alguns a fazer o check-in – e outros 40 à espera de táxi.
O ciclone tropical severo “Bebinca” motivou também o cancelamentos e suspensão das ligações marítimas entre Macau e Hong Kong, incluindo o Aeroporto.
Ademais, segundo os SPU, o Centro de abrigo da Ilha Verde acolheu nove pessoas, oito homens e uma mulher, incluindo quatro residentes e cinco residentes de Hong Kong.
C.A. com R.C



