Apesar de não ir protestar no Dia da RAEM, a associação liderada por Cloee Chao agendou uma manifestação para domingo. A intenção é juntar centenas de manifestantes vestidos de Pai Natal, para pedir ao Governo que exorte as operadoras a concederem férias obrigatórias no Natal. Os “pais de filhos maiores” e os operários da “Macau People Power” estarão ausentes dos protestos deste ano
Rima Cui
A Associação dos Direitos dos Trabalhadores de Macau, presidida por Cloee Chao, vai organizar um protesto no próximo domingo, ao invés do Dia da RAEM. Os trabalhadores reivindicam um aumento das férias obrigatórias até aos 12 dias, incluindo dois durante o Natal, explicou à TRIBUNA DE MACAU a presidente da associação, prevendo a participação de centenas de pessoas.
Para isso, Cloee Chao apelou aos funcionários de jogo para se vestirem como o Pai Natal para a acção, que vai começar pelas 16h30, no Parque Dr. Carlos d’Assumpção.
Segundo a responsável, o “desfile de Natal” envolve o desejo de “cinco prendas”, como o aumento dos dias de férias, a legislação para a proibição de importação de “croupiers” e motoristas profissionais, aumento salarial de pelo menos 5% para trabalhadores de jogo, 40 horas de trabalho por semana e o pagamento do subsídios de turno nocturnos dos funcionários.
Além disso, Cloee Chao não afasta a possibilidade de organizar mais um protesto a 1 de Janeiro, mas salientou que é preciso discutir essa ideia com os trabalhadores.
Por sua vez, Lei Iok Lan, presidente da Associação da Reunião Familiar, afirmou que não vai sair à rua no Dia da RAEM, porque tem esperanças que a deputada Song Pek Kei e os “deputados de Jiangmen” possam ajudar a garantir a comunicação com o Executivo. “Não queremos sair mais à rua. Muitos membros estão doentes ou já morreram”, salientou.
Ausente estará também a “Macau People Power”, que marcou presença nos protestos de 2016 e 2017. Cheng Weng Fat, líder da associação, revelou que está planeada a entrega de uma petição hoje pelas 11h30 à Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais.
Já a Associação dos Proprietários do “Pearl Horizon” vai manifestar-se no aniversário da RAEM, antevendo 3.000 participantes. Em 2016, organizou uma cerimónia religiosa em frente da sede do grupo Polytec com o objectivo de pedir a Deus que dê sorte aos compradores. No ano passado, na mesma altura, membros da associação ajoelharam-se à porta do Governo.
Este ano, a forma de protestar vai ser mais pacífica, mas segundo o líder da associação, Kou Meng Pok, as palavras serão mais dramáticas para transmitir a ideia de “tragédia”. Será pedida a demissão de altos dirigentes, responsabilização de governantes e apresentado um apelo para o Presidente Xi Jinping vir a Macau resolver o caso “Pearl Horizon”.



