O índice de satisfação e confiança dos trabalhadores de Macau, elaborado pela Universidade de Ciência e Tecnologia, indica que os trabalhadores de jogo estão menos satisfeitos mas mais confiantes. No caso dos “croupiers” destaca-se a sua satisfação em relação ao impacto do emprego na sua saúde
Viviana Chan
Os funcionários do sector do jogo estão menos satisfeitos no trabalho face ao ano passado, revela o mais recente índice de satisfação e confiança dos trabalhadores promovido pela Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (UCTM).
Numa escala de zero a cinco pontos, o índice de satisfação no início deste ano atingiu 3.17 pontos, menos 2,9% face ao período homólogo de 2017. No que respeita aos sub-índices, a satisfação em relação ao desenvolvimento da carreira também desceu, na ordem dos 4,4%. Ao mesmo tempo, os trabalhadores do jogo revelaram-se menos satisfeitos com os conteúdos do trabalho (-3,5%), formas de tratamento (-2,5%) e estabilidade (-1,5%).
Paralelamente, o índice de confiança cresceu 3,7% para 3.03 pontos. Os trabalhadores da mesma área estão optimistas face às oportunidades de emprego, com o índice de confiança a registar um aumento de 7,4%.
Restringindo a análise aos “croupiers”, o estudo permitiu perceber que a sua confiança está em alta uma vez que se mostraram mais optimistas pois o índice subiu 5,9%. Contudo, assistiu-se a uma descida no índice da satisfação (-2,1%).
O Instituto para o Desenvolvimento Sustentável da UCTM destacou que o nível de confiança dos trabalhadores de jogo recuperou, depois de ter passado por tempos menos positivos.
O estudo efectuou ainda uma comparação com o resultado obtido em 2008, quando as horas de trabalho (-13,8%) e volume do mesmo (-14,1%) foram os dois sub-índices com menor desempenho.
Por outro lado, em termos do impacto do trabalho no estado de saúde, os “croupiers” mostraram-se positivos com o índice a subir 34,9%. O Instituto considera que este resultado demonstra uma melhoria no ambiente de trabalho nos casinos na última década mas, devido ao crescimento do sector, os “croupiers” sofrem uma maior carga laboral, por isso, estão menos satisfeitos com o volume e duração do trabalho.
De forma geral, o estudo concluiu que o índice de confiança dos trabalhadores chegou a 3.16 pontos, ou seja, mais 3,8% face a 2017. Já o índice de satisfação desceu ligeiramente de 0,48% para 3.35 pontos ao mesmo período homólogo.
O Instituto para o Desenvolvimento Sustentável da UCTM recebeu 801 opiniões de residentes com mais de 16 anos, todos trabalhadores a tempo inteiro. Do total, 480 opiniões foram recolhidas por entrevista telefónica.
Este estudo anual começou a ser feito em 2007 tendo 2015 sido o ano em que o índice de confiança se revelou mais alto, enquanto o de satisfação atingiu valores mais elevados no ano passado. O índice de confiança dos trabalhadores em 2009 foi o mais baixo de sempre devido à crise financeira.



