Com a redução constante do número de trabalhadores não-residentes especializados será cada vez mais difícil contratar este tipo de mão-de-obra, alerta a empresa de recursos humanos “Manpower”

 

Rima Cui

 

Até Abril deste ano, Macau registava 5.859 trabalhadores não residentes (TNR) especializados reflectindo uma descida de 85% face ao ano passado e uma queda de 540% em comparação com os números de 2016. Apesar do número dos TNR estar na fasquia dos 180 mil, os especializados estão sujeitos a uma tendência de contínua diminuição, apontou a empresa de recursos humanos “Manpower”.

Nos últimos três anos, o Governo tem vindo a aumentar as exigências na contratação de TNR especializados pelo que se tornou comum que as aprovações desses empregados sejam válidas por apenas um ano ou mesmo por seis anos, indicou Alex Lu, porta-voz da empresa. Ao jornal “Ou Mun”, o mesmo responsável defendeu que essa medida visa sobretudo ajudar os trabalhadores residentes a subirem na carreira. “Antigamente os TNR especializados costumavam obter prazos de trabalho por dois anos”, recordou.

O mesmo responsável frisou ainda que, desde 2011, o número de TNR especializados nunca ultrapassou os 7.000. “Nos últimos três anos, as empresas locais têm enfrentado muitas dificuldades na contratação de TNR especializados, já que as exigências em relação à remuneração e ao cargo têm vindo a aumentar. Por enquanto, não perspectivamos qualquer mudança”, salientou.

“Por exemplo, muitos gerentes de obras de grande dimensão em curso fizeram questão de contratar residentes, porém, não conseguiram encontrar quadros, mesmo depois de meio ano. Os projectos de construção têm altas exigências relativamente à experiência, pelo que é quase impossível baixar os requisitos”.

Por outro lado, apesar de muitas empresas terem aberto vagas este ano, Alex Lu não acredita que isso seja consequência da diminuição dos TNR especializados.