O furto de fichas avaliadas em 48 milhões de dólares de Hong Kong numa sala VIP do casino Wynn Macau entrou na fase de julgamento no Tribunal Judicial de Base. O principal arguido, um “croupier”, manteve-se em silêncio durante o julgamento, enquanto um cúmplice negou todas as acusações
Viviana Chan
O caso do furto de fichas no valor de 48 milhões dólares de Hong Kong no Wynn Macau começou a ser julgado no Tribunal Judicial de Base (TJB). De acordo com o jornal “Ou Mun”, o arguido principal, um “croupier” de 49 anos ficou em silêncio, enquanto o tio de 70 anos negou todas as acusações.
Os suspeitos do furto de fichas numa sala VIP daquele casino foram detidos pela Polícia Judiciária (PJ), depois de terem andado a monte durante dois dias em Janeiro deste ano.
O principal arguido esperou que os supervisores saíssem da sala de jogo para roubar as fichas da mesa onde trabalhava, avisando a colega de trabalho para se baixar e não gritar. Depois, terá colocado as fichas e o uniforme numa mala preta e saiu calmamente do casino, acabando por entregar ao tio o material furtado. Em julgamento, este admitiu que encontrou o sobrinho na zona de Barra, mas negou ter participado no furto ou em qualquer desvio ilegal.
Assegurando que quando foi detido, ficou confuso com a situação, explicou que encontrou-se com o sobrinho para receber fichas no valor de 65 mil dólares de Hong Kong e mais 15 mil em dinheiro vivo, porque a primeira parte correspondia a uma dívida que tinha para com ele. Os restantes 15 mil seriam uma espécie de “gorjeta”.
O tio, segurança num edifício, confirmou que o sobrinho lhe perguntou se já tinha trocado as fichas por dinheiro, assumindo que o sobrinho estava preocupado com o facto de ser idoso, com mais de 70 anos, e poder perder as fichas.
De acordo com o mesmo jornal, o segundo arguido afirmou ser habitual emprestarem dinheiro um ao outro, sem nunca questionar os motivos. “Se alguém perguntar muito sobre os motivos do empréstimo, preferem não pedir”, alegou.
Questionado sobre declarações contraditórias em tribunal face aos depoimentos prestados às autoridades policiais, o arguido disse que, quando foi ouvido pela polícia, estava muito nervoso, até porque sofre de hipertensão.



