O julgamento do caso das apostas ilegais durante o Mundial de Futebol de 2014 foi adiado para 12 de Fevereiro, disse à Lusa Icília Berenguel, advogada de cinco dos 15 arguidos. Em causa estava a falta de condições para que a sessão decorresse ontem, já que um dos arguidos não foi devidamente notificado. Tal terá sido o caso de Paul Phua, empresário malaio e antigo junket em Macau com ligações a Las Vegas, que se encontra a ser defendido pelo advogado Gabriel Tong. Paul Phua é acusado de exploração ilícita de jogo, em conjunto com outros 14 arguidos, crime que pode resultar em pena de prisão até três anos. A alegada rede terá movimentado cerca de cinco mil milhões de dólares de Hong Kong em apostas em jogos do Mundial de Futebol durante apenas uma semana de operações, segundo os números avançados na altura pela Polícia Judiciária. Chegaram a ser detidas 22 pessoas, oriundas da China Continental, Malásia e Hong Kong, tendo o juiz de instrução criminal proibido a saída do território e apresentação periódica a cinco dos suspeitos, sendo que os restantes 17 foram expatriados. Durante a operação policial foi apreendido o equivalente a cerca de 2,2 milhões de patacas em moeda de diversos países e territórios, equipamentos informáticos, telemóveis e registos de apostas.