As medidas restritivas para quem vem de Hong Kong voltam a ser apertadas. A partir de hoje, é exigido a quem queira entrar em Macau proveniente de Hong Kong um teste de ácido nucleico com um máximo de 24 horas. Por outro lado, as autoridades de Macau reduziram o preço do teste à COVID-19, que passa de 180 para 120 patacas
Sofia Rebelo
As autoridades de Macau exigem, a partir das 6 da manhã de hoje, um teste de ácido nucleico emitido nas últimas 24 horas a todas as pessoas provenientes de Hong Kong.
Em comunicado, o Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus justificou a medida com “a evolução epidémica da COVID-19” em Hong Kong, bem como a salvaguarda da saúde publica da RAEM.
Além disto, mantêm-se as medidas previstas para os indivíduos que tenham visitado Hong Kong nos 14 dias anteriores à sua entrada em Macau, tais como a observação médica num dos hotéis designados. As operadoras ou condutores de transportes de Hong Kong para Macau devem recusar o embarque a quem não apresente o certificado e aos infractores podem ser aplicadas punições previstas nos termos da Lei e regulamentos em vigor.
Note-se que ontem Hong Kong relatou 95 novos casos de infecção, 91 dos quais de transmissão local, e mais uma morte. Existem 1.348 casos activos, entre eles 39 em estado considerado grave. Desde o início da pandemia, Hong Kong registou 3.850 casos de infecção e 44 mortes.
O Departamento de Agricultura, Pescas e Conservação de Hong Kong anunciou, por sua vez, que mais dois animais domésticos – um gato e um cão – testaram positivo para a COVID-19, elevando o total para oito.
Testes mais baratos
Por outro lado, a partir da próxima quarta-feira os testes de ácido nucleico em Macau serão mais baratos. O Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus anunciou ontem que, no âmbito do Programa de Teste Regular de Ácido Nucleico de COVID-19, o preço da realização de cada teste será reduzida das actuais 180 patacas para 120.
O Centro alertou todos os que fizeram o pagamento adiantado que podem pedir o reembolso da diferença no site. O primeiro teste é gratuito, para residentes e trabalhadores não residentes.
As pessoas com necessidades urgentes, no âmbito da passagem fronteiriça, que não conseguem fazer a marcação online, podem pedir apoio num dos oito postos do Instituto para Acção Social, com os devidos comprovativos necessários. No entanto, a autorização é gerida, “segundo a situação real”. A entrega do pedido, mesmo que devidamente preenchido, não garante a inscrição imediata, pois carece de análise e aprovação.
Recorde-se que actualmente este certificado já não é emitido em papel, sendo feito o download automático no código de saúde. Caso se trate de uma pessoa com necessidades especiais como embarque num voo internacional, o documento deve ser solicitado num dos oito balcões. O certificado é emitido num máximo de dois dias.



