A polícia deteve um homem de 61 anos, que tentou enganar um banco local, através da transferência de 2,2 mil milhões de patacas da conta de uma empresa local para a de uma companhia de Hong Kong. A procuração e o recibo de remessa apresentados eram falsificados. O banco e a empresa em causa não sofreram prejuízos
Um indivíduo de 61 anos de idade foi detido pela Polícia Judiciária (PJ), na sequência de uma tentativa de burla de um banco em cerca de 250 milhões de euros (2,2 mil milhões de patacas). O suspeito pediu ao banco a transferência dessas verbas da conta de uma empresa de entretenimento local para a de uma companhia de Hong Kong, através da apresentação de uma procuração e um recibo de remessa falsificados.
O caso, que acabou por não gerar prejuízos a nenhuma das partes, ocorreu na segunda-feira num banco na zona central, onde o suspeito, canadiano de origem chinesa, alegou ter sido encarregado por uma empresa de entretenimento de fazer a transferência. No entanto, o funcionário do banco descobriu que a assinatura na procuração era diferente da que constava na conta da empresa. Durante o processo de confirmação por parte do funcionário, o suspeito pôs-se mesmo em fuga.
De acordo com o “Exmoo News”, após contactar a empresa, o banco ficou a saber que esta nunca autorizou terceiros a fazer transferências de dinheiro.
O suspeito foi interceptado na sexta-feira quando tentava sair do território, tendo sido encontrados na sua posse documentos falsos usados no caso.
O detido rejeitou colaborar com a polícia na investigação, mas a PJ acredita que o caso envolve cúmplices. O indivíduo deverá ser acusado dos crimes de falsificação de documentos, falsificação de documento de especial valor e burla de valor elevado.
Quarteto com cartões falsos
Noutro caso, a PJ deteve quatro jovens, por suspeitas de burla com cartões de crédito falsificados. Segundo a investigação preliminar, os suspeitos, dois de nacionalidade marroquina e dois filipinos, terão feito compras online com aqueles cartões de créditos, pedindo para os produtos serem enviados para Hong Kong e Macau. Com este esquema, terão lucrado cerca de 450 mil patacas, desde Outubro do ano passado.
A PJ recebeu queixas de duas lojas de compras online locais em Outubro e Janeiro, alegando prejuízos de 400 mil e 50 mil patacas, respectivamente.
Às autoridades policiais, os detidos confessaram a prática de crime. Nos seus computadores, a PJ descobriu dados de 51 cartões de crédito falsos e apreendeu 39 telemóveis. O caso já foi encaminhado para o Ministério Público.
R.C.



