O teatro de interação “Choice 4.0” regressa ao palco em Novembro e para tal, está a recrutar actores. A ideia passa por em dois dias de workshop, ganharem mais coragem e capacidade de expressão. Segundo uma responsável do grupo “Teatro de Lavradores”, nesta edição os espectadores vão continuar a ajudar os actores a encontrar soluções para as dificuldades da vida
Rima Cui
Em Novembro, a “Choice 4.0”, uma peça de teatro que permite uma interação próxima entre os actores e a audiência, vai regressar aos palcos. Mas, antes disso, o “Teatro de Lavradores”, grupo organizador, está a recrutar actores, que podem mesmo ser amadores, já que um dos objectivos principais é aprofundar o conhecimento dos cidadãos sobre o teatro.
Para treinar os actores, serão desenvolvidas duas sessões de workshop na Casa de Educação de Vida Sadia, do Instituto de Acção Social, no dia 2 e 9 de Setembro, entre as 19h e as 22h. Nestas actividades, os participantes vão aprender, para além de conhecimentos de teatro, técnicas de resposta imediata, ganhando mais coragem e capacidade de expressão.
Durante a actuação, os actores apresentam as suas histórias e os espectadores votam para escolher aquelas que gostariam mais de ver. Através deste formato, é criada uma ponte invisível entre a audiência e o elenco, em que os actores colocam perguntas, os espectadores dão soluções e respostas e os artistas seguem as sugestões do público.
“No ano passado tivemos 12 actores, a maioria alunos e assistentes sociais jovens, embora não coloquemos um limite em relação à idade e profissão. O que eles apresentaram no palco foi um segredo guardado no coração, mas que de facto pode ser comum a muitas pessoas. Assim, durante a actuação, há sempre um eco entre os actores e a audiência”, explicou Cheong, administradora do Teatro de Lavradores.
Em declarações à TRIBUNA DE MACAU, a responsável apontou que na essência da obra estão as soluções inesperadas apresentadas pelos espectadores. “Os actores conseguem lidar com as possíveis sugestões do público, porque são treinados pelo realizador, através do simulacro de diversas situações. No entanto, isso não impede que surjam propostas surpreendentes e isto ajudou, de facto, os jovens a abrir uma nova janela perante as dificuldades que encontram na vida”, salientou.
Recordando uma edição passada, Cheong partilhou uma experiência emocionante. “Um universitário trouxe ao palco os problemas com a mãe, porque achava que a mãe não o amava. De repente, um espectador sugeriu que o actor ligasse ali, naquele momento, à mãe. No final, em conjunto com os espectadores, o jovem fez um vídeo à mãe, contando-lhe o que realmente pensava”, contou.
Das 12 histórias, normalmente são escolhidas quatro a cinco numa sessão, sendo que a peça normalmente tem três a quatro sessões. Todos os actores têm a oportunidade de apresentar a sua história, apesar de alguns poderem ser mais escolhidos pelos espectadores.
Para o organizador, desta maneira, o teatro entra na vida dos cidadãos, ajudando os participantes a serem mais corajosos, optimistas e activos, perante os problemas encontrados na vida.
A estreia de “Choice” aconteceu em 2015 e a cada ano atrai mais participantes e público, esgotando sempre os bilhetes.



