Com a fusão da TCM e da Nova Era e o desaparecimento desta última companhia de autocarros, a TCM viu-se obrigada a pagar uma caução de cerca de 82,4 milhões de patacas ao Governo. A informação consta dos extractos das renovações dos contratos das concessionárias de autocarros públicos

Liane Ferreira

Foram ontem publicados em Boletim Oficial os extractos das renovações dos contratos da concessão dos autocarros públicos com a Transmac e a Sociedade de Transportes Colectivos de Macau (TCM), que engloba já a Nova Era.

Dos novos contratos consta que a TCM tem de pagar uma nova caução de 82,45 milhões de patacas ao Governo para garantiu o cumprimento das suas obrigações. Neste ponto, a Transmac não teve de pagar nada. Esta situação, provavelmente deve-se à fusão da TCM com a Nova Era.

Nas revisões dos contratos em 2015, a Transmac pagou 93 milhões de patacas e a TCM apenas 32,45 milhões.

No extracto do contrato da TCM consta ainda que a partir de 1 de Agosto, a empresa deixa de usar os autocarros de pequeno porte registados, em 2011, da marca Yutong e passa a explorar carreiras com autocarros extra-longos.

Ao todo, a empresa disponibiliza 57 carreiras e, à excepção dos veículos extra-longos, deve dispor de número suficiente de veículos de reserva destinados à mobilização provisória no mínimo de 10%. Além disso, é especificado que deve mobilizar veículos de piso especialmente rebaixado e com equipamentos especiais, assim como veículos movidos a gás natural, híbridos e eléctricos.

Relativamente ao contrato da Transmac é especificada a exploração de 32 carreiras, bem como a quilometragem dos tipos de exploração, tal como é apresentado no documento da outra empresa.

O período de exploração estende-se até 31 de Outubro de 2019.