O item do regulamento dos táxis que encurta o número de horas de trabalho é alvo de críticas por parte do sector. Os taxistas temem o impacto que as mudanças podem ter nas suas receitas e contestam uma exigência que consideram pouco científica

 

Viviana Chan

 

Taxistas estão a contestar o regulamento do sector, considerando que é “pouco científico”, sobretudo devido ao artigo que limita o período de trabalho a nove horas por dia. Os profissionais acreditam que ser condutor de táxis é como “freelancer”, portanto, mesmo no horário de serviço podem descansar pois nem sempre têm clientes no veículo. Nesse contexto, entendem que a limitação do tempo de trabalho em cada turno poderá afectar as receitas.

Os taxistas questionam ainda a viabilidade de aplicar turnos de nove horas. Actualmente, os táxis têm por norma dois turnos, de 12 horas cada.

Num encontro com os taxistas, Si Ka Lon apontou que a revisão do Regulamento do Transporte de Passageiros em Automóveis Ligeiros de Aluguer ou Táxis visa combater as “ovelhas negras”, frisando que os deputados da Assembleia Legislativa (AL) têm opiniões distintas em relação à exclusão dos condutores com antecedentes criminais graves. O deputado enquadra-se no grupo que a considera injusta.

Si Ka Lon recordou ainda que alguns taxistas exigem que o Executivo, além de elevar as penalizações contra as irregularidades, trabalhe para aumentar a transparência e seja mais justo nos casos de infracções.

O regulamento dos táxis está em consulta púbica até ao final deste mês ao mesmo tempo que é analisado pela 3ª Comissão Permanente da AL.