Nos dois primeiros meses deste ano, o CPSP registou 1.346 irregularidades praticadas por taxistas, o que representa um crescimento de 43,5% face ao mesmo período de 2017 e traduz uma média diária de quase 23. No mesmo sentido, mantém-se a tendência de agravamento dos casos de peões que atravessam a estrada sem cumprir as regras de trânsito
Liane Ferreira
Os taxistas continuam a ser as “ovelhas negras” das estradas de Macau, agora acompanhados pelos peões. De acordo com os dados estatísticos do trânsito, até Fevereiro verificaram-se 1.346 irregularidades praticadas por taxistas, mais 43,5% do que no mesmo período de 2017. Feitas as contas, os taxistas cometeram uma média de 22,8 infracções por dia.
Entre as infracções destaca-se a cobrança abusiva com mais 358 casos, reflectindo um aumento de 65,81%. Em termos de recusa de transporte foram registados 305 casos, mais 27 do que nos primeiros dois meses do ano transacto.
Por outro lado, houve uma diminuição de 91,9% nos casos em que eram exercidos serviços de transporte sem a devida autorização, caindo de 355 para 29.
As informações do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) dão também conta da continuação do mau comportamento dos peões, pois os casos de cidadãos que atravessaram as vias sem cumprir as regras de trânsito passou de 81 entre Janeiro e Fevereiro de 2017 para 242 no mesmo período deste ano, representando um acréscimo de 198,77%.
É de referir ainda que os dados oficiais dão a entender um aumento significativo das operações Stop por parte do CPSP, já que o número de pessoas examinadas à taxa de alcoolemia cresceu 202,15% nos dois primeiros meses de 2018, face ao mesmo período do ano transacto. Ao todo, foram feitos exames de alcoolemia a 6.889 cidadãos, sendo a taxa de reprovação de 0,41%, o que representa uma queda 79,85% face aos 2,02% apurados no período homólogo do ano passado. Já a taxa de reprovação por excesso de álcool em acidentes de viação cresceu de 1,01% para 2,04%.
Os casos de uso de telemóvel na condução aumentaram em geral, porém verificou-se uma diminuição nos motociclos. No total, registaram-se 799 casos, mais 29,92%.
Já as infracções por falta de uso de cinto de segurança caíram de 1.175 para 1.123 no início deste ano, tendência que também se detectou nas situações de não obediência aos sinais de trânsito e ultrapassagem na linha contínua com decréscimos respectivos de 46,57% e 59,18%.
Em termos de excesso de velocidade, a situação nas pontes foi mais segura, verificando-se diminuições das infracções nas três travessias. No entanto, nas vias públicas os casos de excesso de velocidade passaram de 2.333 para 2.711, reflectindo um acréscimo de 18,88%.



