Um taxista foi detido por assédio sexual a uma passageira. O director da DSAT espera que a revisão do regulamento de táxis e as novas sanções possam ser mais eficazes no combate às infracções
Rima Cui
O Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) deteve um taxista, residente de 40 anos, por suspeitas de assédio a uma passageira durante o serviço de transporte. O caso já foi encaminhado para o Ministério Público, sendo que o detido já tem registo de infracção por cobrança abusiva.
No depoimento ao CPSP, a passageira, de 20 anos de idade, oriunda da Indonésia, indicou que vestia calções curtos quando entrou no táxi. Durante a viagem, o taxista perguntou se tinha frio e tocou-lhe nas pernas. Depois de chegar ao destino, na zona dos Três Candeeiros, a passageira resolveu alertar a polícia.
Segundo a imprensa em língua chinesa, o suspeito admitiu que praticou o acto porque a roupa da jovem era “sensual”.
Noutro caso distinto, mas envolvendo o sector, um táxi despistou-se na Avenida da Praia Grande, perto do Banco Comercial, e atingiu um poste de iluminação, que ficou totalmente danificado, sendo que quase embateu numa loja de equipamentos fotográficos. Um transeunte sofreu ferimentos ligeiros.
Antes dos dois casos serem revelados, o director dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) comentou o caso de sequestro de outra passageira, cujo autor é um taxista com 85 registos de infracções. Para Lam Hin San, a situação actual é o reflexo do regulamento vigente, ao abrigo do qual os taxistas só precisa de pagar uma multa de 1.000 patacas por infracção. Mesmo assim, salientou que organismo está a tratar de muitas multas.
Neste ponto, o director da DSAT espera que, depois de ser aprovada a revisão do regulamento de táxis, os novos modelos de punição contribuam para aumentar a eficiência do combate às infracções.
Por outro lado, questionado sobre a renovação de contrato das companhias de autocarros, Lam Hin San frisou que, por estar ainda em curso a fase de negociação, não pode revelar detalhes sobre o assunto, mas espera que seja uma “transição estável”. Quanto à fusão da Nova Era e TCM, o responsável sublinhou que a decisão serve para aperfeiçoar os recursos dos transportes públicos.



