O CPSP recebeu mais dois casos envolvendo violações ao regulamento dos táxis. Num deles, um taxista é suspeito de cobrança abusiva e já cometeu 115 infracções num espaço de dois anos. Noutro, uma condutora ter-se-á apropriado dos bens uma passageira

 

Um taxista foi identificado pelas autoridades, após circularem fotos e comentários nas redes sociais acerca da sua conduta ilegal no exercício de funções. Nas imagens, o indivíduo com cerca de 20 anos é visto a pedir 200 patacas por uma viagem entre as Portas do Cerco e o Terminal Marítimo. Segundo o lesado, o taxista terá recusado ligar o taxímetro, justificando a acção com a chuva intensa. O queixoso alega que o condutor não tinha o cartão de identificação no local apropriado, dificultando assim a sua identificação.

Segundo a polícia, o taxista exerce funções desde 2016, acumulando actualmente 115 infracções aos regulamentos.

Noutro caso, o Corpo de Polícia de Segurança Pública fez saber que uma taxista ficou com a carteira de uma turista. Segundo as autoridades, a mulher terá apanhado uma turista na Rua de Nam Keng com destino à Estrada do Istmo, mas esta esqueceu-se da carteira à saída do veículo com 4.000 patacas. Quando se apercebeu, pediu ajuda às autoridades que rapidamente identificaram a taxista, mas a mulher, na casa dos 60 anos, negou a apropriação da carteira, dizendo que os clientes seguintes poderiam tê-la encontrado.

No entanto, o sistema de videovigilância instalado na viatura provou o contrário. Também acusada de roubo foi uma amiga da taxista, que recebeu a carteira minutos depois do acto.

 

Detido cinco anos depois por coacção sexual

A Polícia Judiciária anunciou ontem a detenção de um suspeito de coacção sexual, num caso que remonta a 2013, denunciado por uma mulher que terá pedido a um amigo para pernoitar no seu quarto em Macau. De manhã, o suspeito alegando que estaria cansado, bateu à porta do quarto e pediu para descansar um pouco, tendo o amigo da vítima anuído ao pedido. Porém, horas depois, quando a mulher se dirigia à casa de banho, terá sido agarrada pelo suspeito que avançou para uma tentativa de violação. A vítima pediu ajuda às autoridades, mas o suspeito já tinha deixado o território. Foi agora detido quando regressou a Macau pelas Portas do Cerco, mas nega o crime.

 

L.F./ R.P.