A PJ encaminhou ao Ministério Público, um caso de um taxista suspeito de operar um website de apostas de futebol. Juntamente com ele, dois parceiros a quem devia 300 mil patacas e o tinham ameaçado, também foram presos. Noutro caso, um comerciante ficou sem um saco com um milhão de dólares de Hong Kong, que tinha no carro, num assalto programado por alegadamente três pessoas

Rima Cui

Um taxista fez queixa na polícia, depois de meses de ameaças por parte de duas pessoas, devido a uma dívida. A situação teve origem num website ilegal de apostas de futebol, gerida pelo taxista, em parceria com esses indivíduos. No final de contas, a Polícia Judiciária (PJ) deteve os três indivíduos.

O site de apostas esteve em operação durante quatro meses e os suspeitos aliciavam outras pessoas a fazer apostas nessa página. Segundo a imprensa em língua chinesa, no final de Abril, o esquema resultou em perdas monetárias e o taxista ficou a dever 300 mil patacas aos parceiros.

Segundo a PJ, o taxista de 36 anos de idade, um condutor de 31 anos e um vendedor de carros de 26 anos são suspeitos de gerir o esquema ilegal de apostas, mas recusam-se a revelar detalhes. As autoridades policiais encontraram computadores, registos de apostas e outros materiais indicativos de que operavam o esquema.

Já encaminhados para o Ministério Público, caso sejam condenados em tribunal podem enfrentar uma pena máxima de três anos de prisão.

Detido trio de assalto milionário

Noutro caso, três pessoas (dois homens e uma mulher), de nacionalidade colombiana, foram interceptados pela polícia na sexta-feira, por suspeitas de autoria de um assalto a um comerciante, que perdeu um milhão de dólares de Hong Kong, em notas. O dinheiro estava dentro do carro.

O caso aconteceu quinta-feira à tarde, depois do comerciante levantar o montante e ter conduzido até ao NAPE, onde tem um escritório sendo suposto que uma sua funcionária iria ajudá-lo a ir buscar o dinheiro.

Porém, quando chegou ao local, foi avisado por um desconhecido que tinha o pneu estragado. Saindo do carro para confirmar a situação, reparou que o saco de notas no banco estava a ser roubado por outro homem.

A PJ apurou que três suspeitos entraram no território alguns dias antes de cometerem o alegado crime. A suspeita alugou um carro para seguir o lesado do banco, na Praia Grande, até ao NAPE e depois serviu de condutora de fuga, levando os cúmplices. Um dos suspeitos danificou o pneu e o outro roubou. Depois do roubo, os suspeitos abandonaram o carro num parque de estacionamento.

Os detidos rejeitaram revelar pormenores, mas a polícia acredita que o grupo integra mais membros, estando agora a aprofundar a investigação.