A Semana Dourada do Ano Novo Chinês atraiu mais de 963 mil turistas a Macau, registando-se um aumento de 6,5% face ao período homólogo de 2017. Durante esse período, além das 352 infracções de taxistas verificadas, o IACM também detectou 17 casos de restaurantes que não comunicaram alterações de preços nas festividades

 

Liane Ferreira

 

Chegou ao fim o período de festa do Ano Novo Lunar, que se estendeu entre 15 e 21 de Fevereiro. A estatística oficial indica que o território recebeu 963.265 visitantes, mais 6,5% do que no mesmo período de 2017. Desse total, 716.041 chegaram do Interior da China, número que apresenta um crescimento anual de 12,3%.

Segundo os dados dos Serviços de Turismo, o terceiro dia do novo ano, domingo, 18 de Fevereiro, foi o que atraiu mais visitantes, 185.563 no total (+11,8%), dos quais 143.876 da China Continental (+19,1%). Nesse dia, mais de 102 mil pessoas usaram as Portas do Cerco para entrar na RAEM, seguindo-se o Terminal Marítimo do Porto Exterior com 29.066.

Nesta altura é também normal os restaurantes aplicarem taxas extra, pelo que, entre 16 e 20 de Fevereiro, o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) levou a cabo mais de 200 inspecções, tendo descoberto 17 casos de não declaração de novos preços dos menus.

Ao “Ou Mun Tin Toi”, o presidente do Conselho de Administração do IACM considerou a situação muito grave e adiantou que a cada violação foi aplicada uma multa de 2.500 patacas. José Tavares assegurou que a fiscalização será aumentada e chamou a atenção dos restaurantes frisando que os procedimentos são simples e por isso deviam respeitar as regras.

Por outro lado, o Conselho de Consumidores recebeu 58 queixas, dois terços das quais apresentadas por turistas, envolvendo principalmente a cobrança abusiva de taxistas e restaurantes. O organismo resolveu imediatamente 15 queixas, sendo que 14 dizem respeito a táxis.

Entre Janeiro e 15 de Fevereiro, o IACM recebeu 535 notificações de alteração dos preços dos menus, sendo que 339 restaurantes aplicaram taxas extra no Ano Novo.

Por outro lado, entre 14 e 21 de Fevereiro, o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) registou um total de 352 infracções de taxistas, das quais 250 envolveram cobrança abusiva e 63 rejeição de passageiros. Para além disso, verificaram-se 13 casos de transporte ilegal.

As autoridades deram ainda conta de um caso de apropriação de bens envolvendo um taxista, após uma queixa de uma mulher da China Continental. A envolvida esqueceu-se da mala no banco traseiro de um táxi com 7.600 patacas em valores. Após várias tentativas para reaver os bens, a mulher fez queixa e a polícia identificou o taxista. O homem, de 60 anos foi detido pelos agentes e admitiu a prática de crime.

O CPSP registou ainda nove infracções à proibição de compra e lançamento de foguetes e fogo de artifício, bem como 169 violações à Lei do Ruído, sendo que quatro foram alvo de processo.

 

Limpezas geram 46 toneladas de lixo

A tradição de limpar as casas antes do Ano Novo Lunar gerou 46 toneladas de lixo, com a recolha de mobílias velhas, equipamentos e objectos de grande volume. A informação foi avançada pela Rádio Macau, a quem o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais disse que esse pico foi atingido a 13 de Fevereiro, três dias antes da entrada no Ano do Cão. No dia 15, a recolha diminuiu para 31 toneladas de entulho, valor já aproximado à média de um dia normal, que consiste em 30 toneladas. Nesse mesmo dia foi recolhido o maior volume de lixo doméstico comum, 934 toneladas, mais 134 do que o habitual. Em 2017, nas duas semanas que antecederam a entrada no Ano do Galo recolheu-se uma média diária de 48 toneladas de mobílias e equipamentos.