Conselho Consultivo do Trânsito voltou a abordar a questão dos táxis
Conselho Consultivo do Trânsito voltou a abordar a questão dos táxis

A DSAT prevê que os táxis eléctricos entrem em funcionamento ainda na primeira metade deste ano, garantindo que não vai limitar a escolha desses tipos de viaturas. Além disso, espera que o aumento do número de autocarros públicos não seja muito grande este ano

 

Rima Cui*

 

Apesar das críticas do sector dos taxistas relativamente às 100 licenças para táxis movidos a electricidade, a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), frisou que “o concurso público é uma boa tentativa e mais um passo na protecção ambiental”.

Depois de uma reunião do Conselho Consultivo do Trânsito, o director do organismo revelou ontem ter esperança que os táxis eléctricos possam entrar em funcionamento ainda no primeiro semestre deste ano, tendo em conta que os cidadãos exigem muitos mais táxis especiais.

Apesar dos taxistas se terem queixado da falta de comunicação antes da tomada de decisão, Lam Hin San salientou que existem “canais suficientes” para dialogar com o sector e “há sempre um período de transição para um novo tipo de veículo ou mecanismo”.

Segundo o mesmo responsável, alguns dos 26 auto-silos públicos disponibilizam actualmente postos de carregamento abertos aos táxis e não cobram pelo serviço. Lam Hin San explicou que cada quilómetro percorrido por um carro eléctrico corresponde a quatro avos de electricidade. “Mesmo que se cobre mais, é razoável”, notou.

O director da DSAT salientou que não vai obrigar o sector a usar apenas um tipo de táxi, mas espera que haja mais de dois tipos a operar para incentivar a concorrência. Frisando ser possível importar viaturas de boa qualidade de regiões vizinhas, discordou das alegadas dificuldades na aquisição de veículos eléctricos, apontadas por taxistas.

“A operação de táxis eléctricos tem riscos e os interessados têm de os avaliar bem”, advertiu, sublinhando que “o sistema não será perfeito porque demora muito a carregar, mas a tecnologia está sempre a melhorar”.

Salientando que tem vindo a aumentar o número de carros eléctricos, totalizando 121 veículos, Lam Hin San questionou: “Porque não aumentar um pouco mais?”. “Há um plano, mas temos de analisar cautelosamente e quando houver necessidades, claro que tentaremos fazer face a tal”, disse.

 

Autocarros aumentam mas não muito

Por outro lado, o director da DSAT disse existirem neste momento cerca de 900 autocarros públicos, mais 4% face a 2015. No ano passado, o número de passageiros também subiu 4%, o que na sua opinião é um crescimento “muito consistente”. Lam Hin San quer aproveitar os autocarros e as rotas de forma mais eficiente, pelo que não deseja um aumento em termos de números.

Sobre o mesmo sector, admitiu ainda não existirem novidades quanto à subida das tarifas dos serviços de autocarros.

O Governo indicou que pretende suspender durante a semana do Ano Novo Chinês o uso da zona leste da Praça das Portas do Cerco como terminal de autocarros, devido a “questões de segurança”. Segundo argumentou Lam Hin San, nesse período serão poucos os residentes utilizadores de autocarros, mas espera-se um grande número de turistas, pelo que o ajustamento é necessário. Porém, assegurou que isso não significa que o Governo tenha cedido aos interesses das operadoras de jogo.

Noutro âmbito e depois de ter recebido um pedido da Associação Novo Macau para fazer uma consulta pública sobre o reconhecimento mútuo das cartas de condução entre Macau e o Continente chinês, o director garantiu que ainda não há uma decisão final sobre a matéria. No entanto, a intenção é sempre dar resposta à procura de residentes que habitem ou viajem no Continente. “Temos aceitado opiniões dos cidadãos e temos canais apropriados para conhecer essas opiniões”, assegurou.

 

* Com I.A.