A taxa de vacinação dos estudantes está próxima dos 73%, mas para o director da DSEJ, apesar de ser superior a outras regiões, ainda “não é suficiente”. Lou Pak Sang fez ainda saber que a turma do menino de quatro anos que continua internado retomará as aulas na segunda-feira

 

Catarina Almeida*

 

A turma do ensino pré-escolar da Escola de Santa Teresa do Menino Jesus, à qual pertence a criança de quatro anos que continua internada no hospital público devido a uma encefalite derivada de um gripe, voltará a ter aulas na segunda-feira, informou o director dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ).

Segundo Lou Pak Sang, a turma conta com 27 alunos, nove dos quais manifestaram sintomas de gripe, número que preenche um dos requisitos exigidos para levar à suspensão das aulas. “De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças, se um aluno morreu ou está internado; se a taxa de vacinação [da turma] é inferior a 10% e/ou se mais de 30% dos alunos apresentam sintomas de gripe as aulas da turma têm de ser suspensas”, explicou.

Neste contexto, a turma do menino de quatro anos recomeça as aulas apesar da criança continuar internada e ainda não haver data para alta hospitalar. Ainda assim, como afirmou ontem o chefe dos Serviços de Pediatria, Jorge Sales Marques, a criança “está a melhorar” e até já consegue comer.

O aluno não estava vacinado contra a gripe e, segundo Lou Pak Sang, o irmão também já “apresenta sintomas de gripe”. À semelhança destes casos, outras crianças não receberam a vacina durante o período de vacinação que tem lugar tanto nas escolas como nos centro de saúde.

O director da DSEJ aponta que 30% dos estudantes não estão vacinados contra a gripe, pelo que o organismo irá reforçar a propaganda e continuar a emitir ofícios às escolas para que reforcem os trabalhos de limpeza, sobretudo durante o período que sucede às férias do Ano Novo Chinês. “Prestamos grande atenção e incentivamos as escolas a fazer as limpezas depois das férias longas, ou seja, do Ano Novo Chinês. Sempre enfrentámos estes problemas, e no ano passado uma turma também teve de suspender as aulas. Espero que nestes próximos 20 dias as escolas tomem medidas de limpeza”, acrescentou.

Perante estes números, Lou Pak Sang considera que muito embora a taxa de vacinação dos estudantes seja de 72,6% – superior a outras regiões vizinhas – tal não é suficiente. “É uma taxa muito alta mas não é suficiente. Se os alunos ainda não tiverem sido vacinados – porque estavam doentes – terão uma segunda oportunidade para tal para assim aumentarmos a taxa de vacinação para prevenir gripe”, frisou. Questionado sobre o motivo pelo qual as crianças não foram sujeitas a vacina, Lou Pak Sang frisou apenas que poderá ter a ver com o facto de estarem doentes no dia em que a vacinação teria lugar. Já em relação à percentagem de pais que não queiram, por opção, vacinar as suas crianças, o responsável pelo organismo disse desconhecer esses números.

Por outro lado, explicou que as crianças que não conseguiram ir às aulas por apresentarem complicações associadas ao estado gripal não terão as faltas contadas. Além disso, sensibilizou as escolas que tenham turmas infectadas para adiarem os testes.

Por sua vez, o director dos Serviços de Saúde, Lei Chin Ion, disse ontem aos jornalistas que a DSEJ aplica um “tratamento adequado” nos casos em que os alunos têm de faltar às aulas devido à gripe, reiterando que os dois organismos continuam a manter comunicação.

 

* com R.C.