A taxa anual de inflação registada em Outubro pôs um fim na tendência de quebra registada ao longo dos últimos dois anos, fixando-se em 1,16%, o mesmo valor de Agosto, depois de uma ligeira descida para 1,14% em Setembro. Os maiores crescimentos verificaram-se nos índices de preços das secções da educação (6,87%) e da saúde (4,40%). Pelo contrário, os custos das comunicações caíram 4,11%. Dados dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) mostram que ao longo deste ano, a inflação baixou de 2,20% para 1,14% em Setembro, mantendo a tendência de decréscimo registada desde 2014, quando a inflação atingiu 5,96%. Outubro foi o primeiro mês a registar subidas. A DSEC refere que o aumento homólogo no Índice de Preços no Consumidor (IPC) Geral de Outubro “foi impulsionado, principalmente, pelo aumento dos preços das refeições adquiridas fora de casa, das consultas externas, das propinas escolares e das tarifas dos parquímetros dos lugares de estacionamento público, bem como pelo aumento dos preços do calçado para homens e senhoras”. Entre as várias secções de bens e serviços, os índices das secções da saúde e da educação subiram 5,11% e 4,25% respectivamente, face a Outubro de 2016. Por sua vez, o índice de preços da secção dos produtos alimentares e bebidas não-alcoólicas cresceu 2,33%, representando esta parcela a maior despesa dos agregados familiares. Já o índice de preços das comunicações desceu 5,54%.