A Polícia Judiciária (PJ) deteve o responsável de supervisão de operários de uma empresa de construção, por suspeitas de ter ficado com os cartões bancários de 25 trabalhadores, bem como 1,06 milhões de patacas e 520 mil de renminbis, relativos a uma parte de ordenados dos operários entre 2016 e 2018. De acordo com o jornal “Ou Mun”, alegando que iria ajudar os operários a trocar os salários de patacas para renminbis e mais tarde voltar a depositar as verbas nas contas, o suspeito, um trabalhador não residente de 34 anos, pediu às vítimas que entregassem os cartões bancários e as respectivas senhas. Segundo a PJ, a situação foi denunciada por vários lesados, depois de terem descoberto que as remunerações mensais que receberam – entre 13.000 e 15.000 patacas – incluíam menos 5.000 patacas que o combinado. Às autoridades policiais, o detido alegou que as verbas foram usadas para suportar as despesas de alimentação e alojamento dos trabalhadores. Mesmo assim, a polícia entregou o caso ao Ministério Público por indícios de abuso de confiança. Um suposto cúmplice já tinha sido detido pela polícia, depois de usar a mesma técnica para enganar nove operários.



