Após a confirmação do Tribunal Judicial de Base à Assembleia Legislativa em como o caso do deputado transitou em julgado, Sulu Sou pôde regressar às suas funções na manhã de ontem, tendo já participado numa sessão da 3ª Comissão Permanente

 

Salomé Fernandes

 

O deputado Sulu Sou retomou funções ontem de manhã, depois da Assembleia Legislativa ter recebido uma confirmação escrita do Tribunal Judicial de Base em como o caso transitou em julgado. O presidente do órgão, Ho Iat Seng, tinha expresso esta condição como necessária para a readmissão do deputado.

Sulu Sou foi avisado da mudança por volta das 10:15h de ontem, a tempo de ainda participar na reunião da 3ª Comissão Permanente. “Sinto-me relaxado e sei que os nossos apoiantes se sentem entusiasmados e felizes por me ver de volta às minhas funções. Mas não podemos sentir-nos felizes por muito tempo porque enfrentamos mais pressão recentemente”, disse o deputado em declarações a este jornal, que também anunciou o seu regresso na rede social “Facebook”.

Além disso, confessou ser “desafiante regressar” e sentir mais pressão do que antes da suspensão do mandato devido ao afastamento por mais de 200 dias do exercício da sua actividade. “Sentimo-nos relaxados a curto prazo, mas ao mesmo tempo mais preocupados com os direitos civis e liberdade”, sublinhou.

Apesar disso, garante que não vai fazer alterações ao modo como trabalha, continuando a pedir um aumento de transparência na Assembleia Legislativa, nomeadamente ao nível das reuniões das comissões. “É uma prioridade, vou continuar a fazer esta exigência. Espero que um dia todas as pessoas possam saber o que se passa dentro das comissões”, sublinhou, indicando ser a favor de que sejam abertas. “Temos muito espaço para aumentar a nossa transparência ao público”, concluiu.

O deputado foi condenado ao pagamento de uma multa de 120 dias no valor de 40.800 patacas por um crime de reunião ilegal, em Maio. A sentença transitou em julgado na semana passada, tendo Sulu Sou entregue o comprovativo de pagamento da multa à Assembleia Legislativa na segunda-feira de manhã, mas a falta do documento do tribunal atrasou o seu regresso a funções.