Em 2017, registaram-se 72 suicídios na RAEM. A taxa média relativa a residentes é de 8,3 habitantes por cada 100 mil, um nível baixo de acordo com os padrões da OMS. Os suicídios de não-residentes, principalmente devido a problemas financeiros e de jogo, aumentaram pelo quarto ano consecutivo
Liane Ferreira
O número de casos de suicídio em Macau passou de 63 em 2016 para 72 no ano transacto, representando uma subida de 11,4%, indicam dados do mecanismo de vigilância e prevenção do suicídio dos Serviços de Saúde (SSM) facultados a este jornal.
Do total de casos, 54 envolviam residentes (mais dois do que em 2016), pelo que a taxa média de suicídio nesta categoria foi de 8,3 habitantes por cada 100 mil em 2017, o que de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) continua a ser uma “taxa não-alta”.
Nos últimos anos, a taxa entre residentes tem permanecido num nível considerado baixo.
Os SSM indicaram ainda que foram registados 18 casos de suicídio entre não residentes, mais 11 do que em 2016, “o que representou um acréscimo de 63,6% em relação a 2016 e um aumento pelo quarto ano consecutivo”.
“Alegadamente quase 40% dos suicídios registados em não residentes devem-se a problemas financeiros ou de jogo. Em 30% dos casos a causa é desconhecida”, diz o organismo.
Em 2017, o universo de visitantes ultrapassou os 32 milhões pelo que o número absoluto de mortes por esta causa também registou um aumento, acrescenta.
Os SSM apelam aos residentes para estarem mais atentos às pessoas com quem contactam diariamente e incentivarem as pessoas que sofrem de perturbação emocional a procurar assistência profissional. Além disso, garantem estar atentos à questão e em estreita comunicação e cooperação com serviços e associações para fortalecer o mecanismo de prevenção.



