Membros do Conselho para o Desenvolvimento Turístico defenderam que os banquetes oficiais devem passar a servir comida macaense como prato principal por forma a “realçar a gastronomia característica local” e ir ao encontro da nova imagem do território enquanto Cidade Criativa
Na reunião plenária do Conselho para o Desenvolvimento Turístico (CDT) foi defendida a ideia dos “banquetes oficiais usarem gastronomia macaense como prato principal para receber os convidados de fora, para realçar a gastronomia característica local”. Os membros do CDT realçaram ainda a importância de não só criar políticas para os mais jovens participarem em cursos de artes culinárias como incentivar à “aprendizagem sobre a arte da disposição dos alimentos, serviços de qualidade de atendimento ao cliente e de criação de estratégias promocionais inovadoras”.
Segundo a Direcção dos Serviços de Turismo (DST), outros tópicos como recursos humanos também suscitaram várias intervenções, como a “preocupação relativa à insuficiência de guias turísticos de línguas estrangeiras menos faladas, solicitando-se às entidades responsáveis que acelerem a formação relacionada para atenuar a actual situação”.
Além disso, advertiram alguns membros, “os trabalhadores em funções na indústria do turismo não chegam, influenciando a qualidade dos serviços prestados”. Para colmatar este défice, o Governo deve criar “políticas mais eficazes para assegurar a oferta de mão-de-obra”. Por outro lado, frisou-se a importância de acelerar a disponibilização de pagamento electrónico em Macau.
Por sua vez, promover produtos de cultura, desporto e gastronomia, criando uma marca de turismo marítimo é um dos objectivos integrados nos planos de desenvolvimento da indústria turística, destacou Maria Helena de Senna Fernandes, que espera, através deste Conselho, “impulsionar o turismo como força dinamizadora da economia e de desenvolvimento dos sectores relacionados”.
A reunião foi presidida pelo Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura e presidente do CDT, Alexis Tam.



