Entre Janeiro e Março, os Bombeiros saíram 248 vezes para combater incêndios no território, uma subida de 15% em termos anuais. Em 78% dos casos não foi necessário recorrer ao uso de mangueiras, sendo que quase 66% dos casos disseram respeito a situações de esquecimento de desligar fogões ou curto-circuitos, por exemplo
CATARINA PEREIRA
Nos primeiros três meses do ano, as saídas do Corpo de Bombeiros (CB) para incêndios aumentaram 15,35%, tendo os elementos da corporação combatido 248 casos de fogo, mais 33 do que no mesmo período do ano transacto. Segundo as informações avançadas ontem, em 194 casos não foi preciso recorrer ao uso de mangueiras, correspondendo a 78,23% do total.
As principais causas dos incêndios deveram-se ao esquecimento de desligar os fogões, a não extinguir totalmente as chamas, à queima de incensos, velas e papéis votivos, a curto-circuitos de instalações eléctricas e a falhas mecânicas e de equipamentos. De acordo com o CB, estas causas representaram 66,94% do total dos casos, o correspondente a 166.
Por isso, a corporação alertou para que os cidadãos não negligenciem os riscos associados à utilização dos diversos equipamentos eléctricos e aparelhos a gás, devendo “criar bons hábitos de utilização segura” e “prevenindo a ocorrência de acidentes”.
Sublinhando que envia pessoal de forma ininterrupta a edifícios comunitários para proceder a tarefas de inspecção de segurança contra incêndios, o CB indicou que, entre Janeiro e Março, foram efectuadas 2.839 acções, tendo sido concluídos 40 casos de procedimento sancionatório administrativo. Estes casos envolveram “a colocação de objectos diversos e motociclos em caminhos de evacuação”. Há ainda 28 casos em acompanhamento.
No “curso de formação sobre encarregado de segurança contra incêndios”, o CB formou, no período em análise, 14.559 indivíduos. Além disso, organizou 250 acções de sensibilização e educação sobre prevenção contra incêndios, primeiros socorros, segurança dos combustíveis e protecção civil, com a participação de 15.363 pessoas. Foram ainda distribuídos 15.026 panfletos informativos e cartazes.
Por outro lado, no primeiro trimestre registaram-se 11.515 saídas de ambulâncias, um aumento homólogo de 0,93%. A generalidade dos casos de socorro esteve relacionada, principalmente, com tonturas, dores abdominais, febre e vários tipos de ferimentos.
No total, os bombeiros lidaram com 13.923 casos, que registaram uma subida de 5,42% em termos anuais. Casos esses que incluíram 1.775 serviços especiais (+55,16%) e 385 operações de salvamento (-12,3%).
Por outro lado, o CB indicou que, com a aproximação da época de tufões, procede constantemente aos trabalhos de protecção civil, como a deslocação às comunidades para divulgar o plano de evacuação das zonas baixas em situações de “Storm Surge” e o envio de agentes para visitarem associações e organizações de moradores, com vista a “reforçar a cooperação para a transmissão da consciência de prevenção de desastres”.
Para dar resposta à época de tufões prestes a chegar, os bombeiros relembram que os habitantes devem preparar antecipadamente a protecção contra o vento e garantir a segurança das janelas, tabuletas e toldos.



