Para o dono do Banco Delta Ásia, é mais “sensato” manter o actual número das licenças de jogo. Além disso, considera necessário as autoridades reforçarem a fiscalização dos “junkets”. Noutro âmbito, Stanley Au entende que a plataforma sino-lusófona ainda é apenas um conceito, que só poderá ficar concretizado daqui a 10 anos
Stanley Au considera “não ser sensato” adicionar novas licenças no sector do jogo, defendendo assim a manutenção da situação actual, como sendo a solução mais “pragmática”. “Sugiro ao Governo que controle rigorosamente e até reduza de forma moderada o número de mesas de jogo”, defendeu ontem num comunicado sobre o futuro da indústria de Macau.
O dono do Banco Delta Ásia criticou o facto das operadoras de jogo ignorarem os problemas dos “junkets”, grupo que, na sua perspectiva, continua a usar métodos “anormais” para atrair figuras das áreas comercial e política no sentido de fazerem apostas avultadas em Macau. Comparando esta situação a um “tumor”, instou o Governo a reforçar a supervisão da operação das casinos.
No papel de presidente da Associação das Pequenas e Médias Empresas (PME) de Macau, Stanley Au fez questão de salientar que, a integração das PME no sector do turismo é a solução mais eficaz. “A curto prazo, não vejo o que essas PME podem fazer, senão contribuir em força para o turismo”, salientou à TRIBUNA DE MACAU.
“Embora o enquadramento da plataforma sino-lusófona tenha começado a ser abordado já antes da transferência de soberania, até hoje as PME ainda têm muitas dificuldades para chegar a esse ponto. Macau não tem produtos para serem exportados. Só quando tiver o próprio comércio de importação e exportação, poderá ter relações com os países de língua portuguesa”, sustentou, estimando que a concretização efectiva da plataforma poderá ser uma possibilidade “daqui a cinco a 10 anos”.
Apesar de ter apresentado muitas sugestões ao Executivo e a reacção ter sido sempre positiva, o banqueiro lamenta que “o Governo muitas vezes nem pensa no assunto até ser a altura de executar e lançar políticas, dando respostas vagas”.
Na área financeira, devido a diversas restrições, o Banco Delta Ásia tem tentado prestar serviços financeiros a empresas da China Continental, mas em vão. Nesse sentido, Stanley Au espera que o Governo Central pense em relaxar as exigências para financiamento de bancos de capitais estrangeiros na Grande Baía.
“O meu banco quer desempenhar o papel de intermediário na introdução da indústria financeira de alta e nova tecnologia em Macau e na Grande Baía, criando um fundo de risco para satisfazer a procura financeira das empresas” nesta região, destacou.
R.C.



