Os Serviços de Saúde consideraram “insuficientes” os serviços prestados por duas entidades beneficiárias de subsídios para psicoterapia comunitária, e salientaram que apesar de manterem as quotas atribuídas para o próximo ano, dependendo do seu uso real poderão vir a ser “redistribuídas e ajustadas”
Em reacção a opiniões apresentadas na rádio sobre os subsídios financeiros dos serviços de psicoterapia comunitária, os Serviços de Saúde de Macau (SSM) denunciaram os serviços prestados por duas instituições subsidiadas de serem, “insuficientes”, dando como exemplo a incapacidade de encaminhar processos em tempo útil quando ultrapassado o número limite de casos.
Entre Janeiro e Outubro deste, 111 utentes necessitaram de ser encaminhados, o que se deveria traduzir numa taxa de 17,24%. “Porém a respectiva taxa é inferior a 1% (…) o que reflecte os problemas relacionados com a falta de experiência clínica e diferença na qualidade dos serviços dos psicólogos nas instituições relevantes”, indicaram os SSM em comunicado.
Segundo a lista dos beneficiários de apoio financeiro do organismo publicada trimestralmente em Boletim Oficial, as duas instituições subsidiadas para a prestação do serviço de psicoterapia são a Associação Geral das Mulheres e a União Geral das Associações dos Moradores, que receberam 378.125 patacas e 41.800 patacas, respectivamente, para esse efeito entre Maio a Julho deste ano.
De acordo com o comunicado, as duas instituições colaboradoras prestaram serviços a um total de 4.685 utentes em 2017, ascendendo o número a cerca de 5.000 em 2018. Os SSM indicam que vão manter as 5.000 quotas subsidiadas a estas entidades em 2019, mas “consoante o uso real das quotas, essas serão, eventualmente, redistribuídas e ajustadas”.
Para avaliar o aproveitamento dos subsídios pelas instituições, os SSM indicaram que vão “proceder a um inquérito por telefone aos utentes todos os meses” bem como “disponibilizar uma linha aberta com gravação de mensagens para recolha de opiniões dos residentes”.
Os Serviços de Saúde reiteraram ainda que “não suspenderam nem reduziram os subsídios dos serviços de psicoterapia comunitária nem os das actividades promocionais para o próximo ano”, apontando ter apenas havido uma redistribuição e ajustamento das quotas e objectos dos serviços prestados pelas instituições subsidiadas.
S.F.



