“Leões” venceram o Benfica na final de ontem à noite no D. Bosco, com um golo de Nicholas Torrão. A festa do futebol de sete teve bancadas cheias e emoção até ao fim

 

Vítor Rebelo*

 

O “derby” entre Benfica e Sporting prometia um bom espectáculo, entre duas equipas que não tinham perdido qualquer jogo até se encontrarem na discussão do título, acabando por confirmar as expectativas, ainda que sem muitas oportunidades de golo.

O encontro do D. Bosco, onde se podiam ver muitos cachecóis verdes e vermelhos, com bancadas cheias, ou não se tratasse de um Benfica-Sporting, começou a bom ritmo, com Alexandre Jesus a criar perigo junto de Jonathan Lake e na resposta Oumar Diarra a cabecear para fora, a cruzamento de Chan Man.

O jogador senegalês era um dos mais activos na formação “encarnada”, onde Leonel Fernandes ocupava o lugar mais adiantado da equipa e quase marcava, aos 21 minutos, no único erro do guarda-redes Rui Oliveira, que não saiu da melhor maneira de entre os postes, mas a bola foi para fora. O guardião sportinguista esteve muito bem no restante tempo de jogo, podendo mesmo dizer-se que foi o herói da partida, com defesas de grande nível quando o Benfica procurava, já na segunda parte, chegar ao empate.

O único golo do desafio aconteceu no período de um minuto de compensações antes do intervalo, quando Iuri Capelo fez um cruzamento rasteiro da direita e Nicholas Torrão esticou o pé para as malhas, em antecipação ao guarda-redes Jonathan Lake.

A segunda metade foi, como se esperava, de maior “pressing” das “águias”, na tentativa de chegar à igualdade. Nesse período, os pupilos de Cuco tiveram uma enorme ocasião, já nos últimos cinco minutos, com Lei Kam Hong junto à marca de grande penalidade a ter tempo e espaço para o remate, só que as suas intenções esbarraram na defesa, mais uma, de Rui Oliveira, com a mão esquerda a desviar o esférico que se encaminhava para as malhas.

O Sporting defendeu-se sempre muito bem, a provar a campanha perfeita da equipa nesse aspecto particular do sector recuado, uma vez que não sofreu um único golo em oito desafios realizados neste campeonato da Bolinha.

Os “leões”, que se apresentaram na máxima força, ao contrário do Benfica, que não contou com o guardião Batista (castigado) e Vítor Almeida (lesionado), são justos vencedores e, por aquilo que se viu neste futebol de sete, prometem também dar cartas na Liga de Elite da próxima temporada.

O jogo de ontem à noite ficou, entretanto, marcado pelo infortúnio do jovem Hudson Saviny, atingido no nariz pelo braço de Chan Man e tendo de ser transportado ao hospital.

Mais uma vez não havia ambulância no exterior do recinto, nem sequer uma maca, que surgiu cerca de 10 minutos depois da lesão, situação que é já recorrente no futebol do território.

No jogo de apuramento dos terceiro e quarto classificados, o Chiba venceu o Ching Fung por 3-1.

 

“Leões” defrontam Myanmar na abertura dos Veteranos

As velhas glórias do Sporting Clube de Portugal jogam diante de Myanmar no primeiro desafio do Torneio da Soberania em Veteranos, que arranca hoje no relvado do Campo do Canídromo. No mesmo grupo dos “leões”, que estão em Macau pela terceira vez, depois de 2015 e 2017, ficaram as equipas do Japão e da Coreia do Sul, segundo o sorteio ontem realizado. Na outra série, vão actuar Fukien-Hong Kong e Macau-Taiwan. A competição, que vai na 19ª edição, organizada pela Associação de Futebol de Veteranos, foi ganha em 2018 pela Malásia, que não está presente este ano.

 

* Jornalista