O director executivo da SJM entende que o Governo deve estender o prazo da concessão da operadora por mais dois anos para que todas as companhias que actualmente detêm uma licença possam concorrer a uma nova em simultâneo. Ambrose So falou ainda sobre a retirada de terminais da “UnionPay” de casinos do COTAI, considerando que não afectará em grande medida o sector do jogo
Rima Cui
A licença de jogo da Sociedade de Jogos de Macau (SJM) expira validade em Março de 2020, a par da atribuída à subconcessão da MGM, pelo que Ambrose So acredita que a atitude mais “razoável” do Governo seria prolongar estas duas licenças por mais dois anos, para que expirem a par das outras operadoras e possam concorrer em simultâneo a uma nova.
Apesar de garantir que o Executivo nunca falou sobre o assunto com a SJM, o director executivo da operadora acredita que o mercado local tem espaço para receber novos intervenientes. “A decisão é do Governo Central e do Executivo da RAEM. No fundo, a questão é saber qual o número de concessionárias que é bom para Macau. Dizem sempre que relativamente à dimensão do sector do jogo, gostavam de regulamentar, mas isso é uma questão para os governos decidirem. Vamos cumprir quaisquer políticas anunciadas pelo Governo”, assegurou.
No que respeita a uma eventual redução dos impostos, Ambrose So salientou que isso é algo que não se negoceia com o Governo. “Ainda não abriram essa porta”, frisou.
Por outro lado, mostrou o desejo de conter o número de casinos-satélite, uma vez que operando apenas os casinos da operadora “a margem de lucro é muito maior”.
Questionado sobre a possibilidade de a SJM vir a ter parceiros no concurso a uma nova licença de jogo, Ambrose So disse que a empresa está aberta a todas as possibilidades. “Os junkets seriam um parceiro natural porque já estão no negócio”, admitiu, ressalvando, no entanto, que ainda não recebeu qualquer pedido nesse sentido.
Por outro lado, indicou que a construção do “Grand Lisboa Palace” deverá ficar concluída no final deste ano, no entanto, a abertura só deverá acontecer na segunda metade de 2019.
A “melhor estrutura”
Ambrose So falou também sobre a substituição de Stanley Ho por Daisy Ho na presidência da administração da SJM, defendendo que esta é a “melhor estrutura” para a fase que a operadora atravessa. “Daisy Ho tem muita experiência na companhia, ao nível dos clientes e na gestão das estruturas financeiras. Penso que será uma mais-valia”, acrescentou.
O director executivo da SJM comentou ainda a retirada de terminais da “UnionPay” pelo Banco da China e Banco Industrial e Comercial da China de casas de penhores e ourivesarias de vários casinos no COTAI, assegurando que, por enquanto, essa situação não tem grande impacto no sector do jogo.
O recente relatório da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau que indicou que as doações das operadoras de jogo representam uma percentagem ínfima dos seus lucros mereceu igualmente um comentário de Ambrose So. Sublinhando que as doações podem tomar várias formas, apelou ao público para olhar de uma forma “holística” para esta vertente.
Inaugurada galeria sobre história do jogo
A SJM inaugurou ontem uma galeria que visa apresentar a história do sector do jogo em Macau. O novo espaço apresenta diversas instalações e produtos de jogo “nostálgicos” que hoje em dia já não se encontram facilmente, como “slots” da década de 70 e lotarias de estilo chinês. Fotografias e vídeos também integram a galeria situada no terceiro andar do “Crystal Palace”. Estará aberta entre o meio-dia e as 18:00.



