A direcção da SJM não mostra abertura para responder às reivindicações dos trabalhadores, rejeitando mesmo negociar com representantes da “Forefront of Macau Gaming”. Face ao impasse, os trabalhadores mantêm a greve convocada para sábado
Viviana Chan
A “Forefront of Macau Gaming” mantém a greve agendada para sábado no casino Grand Lisboa, da Sociedade de Jogos de Macau (SJM). A associação de trabalhadores do jogo justifica a posição perante a atitude de intransigência da companhia, que rejeita abrir negociações com a “Forefront of Macau Gaming”. Contactada pelo JTM, a SJM disse ontem que mantém a posição já assumida pelo director-executivo Ambrose So, que defende que “Forefront of Macau Gaming” não é representativa dos trabalhadores da empresa.
Em declarações ao JTM, a secretária-geral da associação, Cloee Chao reiterou que mais de 5.000 trabalhadores da SJM já se inscreveram na “Forefront of Macau Gaming” para pedir apoio associativo. Acrescentou que há membros da direcção do grupo que são trabalhadores da operadora, porém, afastou a possibilidade de participarem nas negociações com a empresa porque, alega, “temem ser perseguidos pela SJM”.
Na segunda-feira, milhares de trabalhadores dos casinos manifestaram-se na rua para exigir a melhoria das condições de trabalho, incluindo aumentos salariais, mais dias de férias e o reforço dos bónus pagos. Por não ter recebido qualquer resposta da SJM, a associação organizadora marcou uma greve para suspender o funcionamento das mesas do Grand Lisboa, se a SJM não aceitar abrir negociações.
No mesmo dia da manifestação, Ambrose So frisou que existe uma outra associação sindical que é a legítima representante dos trabalhadores da SJM, garantindo que a direcção da empresa mantém um diálogo regular com a parte laboral. Além disso, segundo o “Ou Mun”, o mesmo responsável indicou que o pagamento dos salários é um dos maiores custos das empresas de jogo, e que novos aumentos dos níveis salariais iriam conduzir a uma subida dos gastos operacionais.
Ontem, o presidente da Sands China, Edward Tracy, também comentou as manifestações, dizendo que estão a ser organizadas porque quem não têm nada a ver com a empresa. “Como empresa, lidamos com os nossos problemas dentro da nossa casa e ouvimos os trabalhadores que sabem que podem falar directamente connosco através de muitos canais. Temos sido muito generosos em termos de regalias e compensações. Por isso, sentimo-nos bem. Se as pessoas querem protestar, é um direito que têm”, sublinhou, em declarações à Rádio Macau.




