Perante a passagem de um tufão, o líder do Governo deve ter o poder para ordenar o fecho temporário dos casinos, ainda que nem sempre que seja içado o sinal 8, defendem os directores executivos da MGM China e SJM

 

O Chefe do Executivo deve ter a autoridade para encerrar os casinos em caso de tufão mas em situações excepcionais, defenderam os directores executivos da MGM China e SJM, considerando que essa medida deve ser implementada “caso a caso” e não sempre que é içado o sinal 8, noticiou a Rádio Macau.

“Atendendo à natureza da nossa economia, o Chefe do Executivo deve sempre reservar-se desse direito  para garantir que podemos proteger os nossos residentes e turistas. Penso que os pontos críticos são garantir que as comunicações funcionam e que a segurança das pessoas de Macau está sempre protegida”, disse o CEO da MGM China, Grant Bowie, convicto de que o Chefe do Executivo terá em conta a opinião dos seus conselheiros.

Por sua vez, Ambrose So voltou a defender que em situações excepcionais o líder do Governo deve ter esse poder, à semelhança do que aconteceu com o Mangkhut. “Da última vez foi um tufão muito forte e essa é uma decisão que vai minimizar todos os estragos e talvez também [proteger] as vidas das pessoas”, disse, frisando que “isso é mais importante do que os objectivos do crescimento económico”.

Quanto ao impacto da suspensão da operação dos casinos durante o último tufão, Ambrose So estima quebras de 2% a 5% nas receitas da SJM face às de Agosto, Ainda assim, os valores foram mais elevados do que os de Setembro de 2017, indicou o director-executivo da SJM.

De acordo com o “Ou Mun Tin Toi”, a SJM deverá obter a licença de operação do “Grand Lisboa Palace” na segunda metade de 2019 já que as obras devem terminar ainda este ano.

Por outro lado, alguns casinos da SJM não conseguiram entregar até 28 de Setembro o pedido para a instalação de salas de fumo, esperando por isso que o Governo seja mais flexível em relação a este prazo.

 

C.A. e R.C.