A Associação Sinergia considera que os contratos de concessão das licenças do jogo devem incluir mais obrigações, sobretudo nos domínios da responsabilidade social, ambiente e melhoria das garantias laborais
Viviana Chan
Perante a aproximação do término da concessão das licenças de jogo, a Associação Sinergia de Macau instou o Governo a acrescentar obrigações nos próximos contratos. Johnson Ian, vice-presidente da associação, apontou que as operadoras de jogo devem assumir mais responsabilidades sociais, tais como aumentar o apoio à política de transportes e de protecção ambiental.
Na sua opinião, o Governo não deve manter a atitude pouco exigente. “Já será a segunda concessão. Não há desculpas para dizer que não tem experiência na área”, disse.
De acordo com o jornal “Ou Mun”, Johnson Ian salientou que as empresas de jogo devem acompanhar melhor as políticas ecológicas, por exemplo, usando mais automóveis eléctricos e aplicando medidas de redução do uso de plásticos e reciclagem de resíduos alimentares.
No âmbito dos direitos laborais, a associação sugere a continuação da aposta na formação de trabalhadores e a promoção de políticas amigas das famílias. Johnson Ian destacou que, hoje em dia, as empresas já não funcionam apenas para lucrar, mas também para promover avanços na sociedade.
Por outro lado, criticou o atraso na divulgação de informações sobre as concessões. “O sector de jogo é essencial para a economia local. Se o Governo puder divulgar os critérios concretos, a sociedade terá oportunidade de discutir, e ao mesmo tempo, os interessados podem preparar-se para a candidatura”, disse.
Ho Ion Sang partilha a mesma opinião. Recordando que as licenças da Sociedade de Jogos de Macau (SJM) e MGM expiram em 2020, o deputado lamentou que o Governo ainda não tenha divulgado qualquer informação.
Embora reconheça que o Executivo deve ter uma atitude prudente na renovação dessas licenças, Ho Ion Sang entende que a questão deve ser tratada ainda no mandato de Chui Sai On, ao invés de ser remetida para o próximo Governo. “O Governo pode explicar as coisas na Assembleia Legislativa e ouvir as opiniões dos deputados, tirando assim as dúvidas do público”, disse.
Para além disso, recordou que, no caso da renovação da concessão dos serviços de autocarros, “o Governo não divulgou qualquer informação antes da decisão final, havendo falta de transparência”. “O Executivo não explicou bem, o que gerou muitas dúvidas na sociedade”, notou.



