Perspectivando uma ligação a longo prazo, o Governo da RAEM celebrou um acordo de cooperação com o “Peking Union College Hospital”, no âmbito da gestão do Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas. O acordo foi assinado pela Secretária para os Assuntos Sociais e Cultura e testemunhado pelo Chefe do Executivo, que garantiu estar a ser acelerada a organização dos recursos humanos necessários para o funcionamento do novo hospital

 

A Secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, Elsie Ao Ieong U, e a presidente do “Peking Union Medical College Hospital”, Zhang Shuyang, assinaram na sexta-feira um acordo que constitui o começo de uma cooperação de longo prazo, “nomeadamente no âmbito dos serviços de cuidados de saúde, educação médica, estudos científicos e transformação dos respectivos resultados e indústria da saúde (‘big health’)”. Após a entrada em funcionamento do Centro Médico de Macau, o “Peking Union Medical College Hospital” vai cooperar com o Governo da RAEM, na respectiva operação, “através da sua notoriedade, técnicas e equipa de gestão”, no sentido de ser desenvolvido como “um centro médico regional a nível nacional”, segundo pode ler-se numa nota do gabinete da Secretária para os Assuntos Sociais e Cultura.

A assinatura do acordo de cooperação foi testemunhada por Ho Iat Seng, Chefe do Executivo da RAEM, Zhao Yupei, presidente honorário do “Peking Union Medical College Hospital”, membro da Academia Chinesa de Ciências e presidente da Comissão para o Desenvolvimento Estratégico do Hospital de Macau, e Li Wei, subdirector do Gabinete para os Assuntos de Hong Kong, Macau e Taiwan da Comissão Nacional de Saúde, entre outros responsáveis. Num encontro que antecedeu a cerimónia, Ho Iat Seng e Zhao Yupei trocaram impressões sobre o andamento da construção do Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas, que será classificado como hospital público, e a preparação dos recursos humanos e equipamentos.

De acordo com uma nota do Gabinete de Comunicação Social, Ho Iat Seng assegurou que o Governo da RAEM “está muito atento” à construção e outros detalhes do Complexo, tendo “exigido à empresa responsável pela construção o acompanhamento rigoroso do andamento do trabalho, e que controlasse da forma melhor a qualidade”, por forma a “preparar tudo para uma entrada faseada em funcionamento, a partir de finais do corrente ano”. O Chefe do Executivo acrescentou que, “na fase actual, a equipa de trabalho está a acelerar a organização dos recursos humanos necessários, nomeadamente médicos, enfermeiros e pessoal da área de saúde e outro género de serviços, a instalação de equipamentos de grande dimensão e a criação de um sistema informático”.

Na mesma ocasião, Ho Iat Seng apresentou a situação do território após o lançamento das medidas nacionais para facilitar a circulação de pessoas entre o Interior da China, Hong Kong e Macau, salientando que “a vida dos residentes começa a regressar à normalidade, o número de turistas a crescer de forma gradual e a economia a recuperar de forma estável”.

Por sua vez, o presidente honorário do “Peking Union Medical College Hospital”, garantiu que a sua equipa dá uma atenção elevada às mudanças no desenvolvimento de Macau e, através do projecto deste hospital, foi criada, nos últimos anos, uma amizade profunda com Macau, não deixando de exigir que “as responsabilidades de todas as partes devam ser clarificadas”. E especificou que “na divisão dos trabalhos e a calendarização da construção do novo hospital, ficou decidido que será efectuada uma reunião a cada trimestre”.

Zhao Yupei afirmou, por outro lado, que o “Peking Union Medical College Hospital” e a equipa governativa da RAEM desenvolveram “muito trabalho” para avançar com a construção do complexo hospitalar, mantendo uma comunicação estreita.

Numa primeira reunião da Comissão para o Desenvolvimento Estratégico do Hospital de Macau, foram definidas as metas a atingir nos trabalhos subsequentes. Zhao Yupei reiterou que “ambas as partes dão muita importância ao progresso do estabelecimento do Complexo”.

 

Sugerido centro de tratamento precoce no novo hospital

Atendendo ao aumento contínuo da procura, o Governo deve abrir um centro para este tipo de tratamento no Hospital das Ilhas, ou noutros centros de saúde inaugurados no futuro, defendeu Ho Ion Sang, numa interpelação escrita. Para o deputado, um centro de tratamento precoce no Hospital das Ilhas deve contribuir para aumentar o número de vagas dos serviços de terapia da fala, terapia ocupacional e dos cursos de formação intensiva sistemática. Além disso, Ho Ion Sang instou as autoridades a melhorarem a formação de terapeutas locais em função, o intercâmbio destes profissionais no exterior e a educação contínua.

 

V.R.