A PJ revelou ontem um caso de “bullying”, em que uma aluna local, menor de idade, terá sido agredida e assaltada por outros seis menores, com quem tinha tido conflitos verbais. O caso ocorreu na Areia Preta, tendo um dos agressores filmado os ataques e divulgado o vídeo na Internet. O caso está já nas mãos do Ministério Público, para a aplicação das medidas previstas no Regime Tutelar Educativo dos Jovens Infractores

 

Seis residentes, com idades compreendidas entre os 11 e 15 anos (três do sexo masculino e três do feminino), terão praticado “bullying” contra uma aluna local, também menor de idade, com socos e pontapés, filmado as agressões e exigido dinheiro à vítima, revelou ontem a Polícia Judiciária (PJ). O caso foi encaminhado para o Ministério Público (MP), para a aplicação das medidas relevantes previstas no Regime Tutelar Educativo dos Jovens Infractores.

Os seis menores envolveram-se nos crimes de roubo e ofensa simples à integridade física, um deles também implicado no crime de gravações e fotografias ilícitas.

Segundo a imprensa em língua chinesa, após ter reparado, na terça-feira, num vídeo na Internet que mostra a situação de “bullying”, a PJ desencadeou a investigação. A PJ descobriu que a vítima e os seis indivíduos se conheceram num grupo do WeChat e, antes do caso, já tinham tido conflitos verbais.

Na tarde de segunda-feira, a vítima deparou-se com os seis indivíduos quando passava por um estabelecimento de comida na Areia Preta, onde foi forçada a entregar-lhes 200 patacas. Após a recusa da aluna, três dos seis agressores, sob a instrução de um, agrediram a vítima, que foi depois levada para o terraço de outro prédio, onde voltou a ser atacada, com os restantes agressores a assistirem aos actos e a gritarem.

Durante a situação, um dos indivíduos filmou as agressões com o telemóvel e divulgou o vídeo na Internet. A vítima acabou por transferir 200 patacas via telemóvel, mas, mesmo após o pagamento, continuou a ser agredida, antes de ter “autorização” para sair do local. O exame médico confirmou a existência de várias contusões no corpo da vítima, classificadas como ofensa simples à integridade física.

A PJ apelou aos jovens afectados para que procurem ajuda ou apresentem denúncia à polícia, tendo, por outro lado, notificado a Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) para o caso.

Num comunicado, a DSEDJ afirmou que atribui elevada atenção ao caso, garantindo ter coordenado imediatamente as escolas e as instituições de aconselhamento para acompanharem de perto os estudantes em causa e os seus pais, bem como destacado conselheiros estudantis aos serviços policiais para fornecer apoio.

A DSEDJ também lançou apelos aos jovens para que cumpram a lei e ponderem as consequências antes de praticar qualquer acto. Além disso, sublinhou que os pais, por sua vez, devem estar atentos à vida quotidiana e à situação de amizade dos filhos, promovendo valores correctos entre os menores.