Em 2017 consumiram-se 41.044 terajoules de energia, que se traduzem num aumento de 15% do consumo face ao ano anterior. Isto foi em parte potenciado pelo crescimento de 2,3% na utilização de electricidade, tendo as instituições governamentais sido o sector em que mais aumentou o volume de luz consumida

 

Salomé Fernandes

 

As instituições governamentais de Macau consumiram no ano passado mais 5% de electricidade do que em 2016, ascendendo aos 482 milhões de kWh. No geral, o consumo de energia eléctrica aumentou 2,3% para 5.417 milhões de kWh, revelam dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Aliás, a sua produção seguiu a mesma tendência, tendo aumentado 48,3% para 1.465 milhões de kWh, a acompanhar um decrescimento da sua importação na ordem dos 19,6%.

Os estabelecimentos também gastaram mais luz, um aumento de 3,2% que representou um consumo de 3.573 milhões de kWh. Em tendência inversa, os agregados familiares conseguiram uma redução de 0,1% para 1.114 milhões nos gastos energéticos.

No cômputo geral de 2017 consumiram-se 41.044 terajoules, um aumento de 15% relativamente a 2016. Para além da electricidade, o consumo de gás natural também cresceu e terminou o ano como a segunda fonte de energia mais utilizada. A DSEC notou que “o consumo do gás subiu significativamente 1.673,6%, face ao ano de 2016, pois foi utilizado novamente na produção de electricidade”.

No ano passado, a maior descida a nível do consumo foi de 22,7% com o fuelóleo, para 122.893 mil litros. Seguiu-se uma redução de 11,2% na querosene comum (2.466 mil litros) e de 6% no gás de petróleo liquefeito (41.936t). Neste último, foram os estabelecimentos que mais contribuíram para a descida.

Os valores de importação e produção energética anuais reflectem estes dados, visto que a importação de gás de petróleo liquefeito caiu 3,4% (para 41.511t), à semelhança da descida de fuelóleo em 13,2% (134.930 mil litros). A maior dependência externa da RAEM prendeu-se com o gás natural e gasolina para veículos, cuja importação aumentou 1.748,7% e 1,8%, respectivamente.

As variações nos preços mostram que em 2017 a botija de gás de petróleo liquefeito ficou 9,9% mais cara, atingindo 14,92 patacas. O preço médio do gás de petróleo liquefeito do reservatório central, da gasolina sem chumbo e do gasóleo para veículos aumentaram 9,1%, 6,4% e 7,7%, respectivamente, em termos anuais.

Quando se analisa o último trimestre do ano passado, verifica-se que o volume da electricidade consumida em Macau desceu 26,9%, tendo os agregados familiares registado uma quebra de 40,9% face ao trimestre anterior. Apesar de em termos homólogos também ter havido uma descida, esta é já habitual entre Outubro e Dezembro.

No trimestre em análise, a electricidade atingiu quase 49,2% do consumo energético, seguindo-se o gás natural, nos 18,9%, o gasóleo, nos 12,2% e a gasolina para veículos, com uma percentagem de 9,4%.