Actualmente, a taxa de desemprego dos residentes atinge 2,8%, um nível praticamente idêntico ao verificado antes da pandemia, disse ontem o Secretário para a Economia e Finanças, prevendo condições para mais descidas. Por outro lado, revelou que cerca de 500 de um total de 3.900 ex-funcionários das salas VIP de casinos ainda não encontraram novo emprego porque “insistem nas condições de trabalho anteriores”. Ademais, adiantou que a DSAL pretende lançar um plano específico sobre o emprego de idosos
A taxa de desemprego dos residentes fixou-se actualmente nos 2,8%, uma percentagem semelhante aos 2,7% registados antes da pandemia, sublinhou ontem o Secretário para a Economia e Finanças. Em resposta a uma interpelação oral do deputado Lei Chan U sobre o desemprego estrutural, Lei Wai Nong realçou que essa melhoria é fruto dos esforços conjuntos da sociedade e do Governo, e previu condições para a taxa cair ainda mais.
Por outro lado, o Secretário asseverou que a situação de desemprego que tem afectado parte dos jovens locais não figura como um problema estrutural. Neste ponto, garantiu que 70% dos jovens que pediram ajuda à Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) para encontrar emprego conseguiram ser contratados no prazo de 60 dias, “graças à recuperação da economia”.
“Hoje em dia, dominar apenas uma disciplina é absolutamente insuficiente para sustentar toda a carreira profissional de uma pessoa, sendo precisos quadros compostos. A questão essencial é a relação entre os cursos disponibilizados no nosso actual sistema de educação e a procura de mercado. Por isso, o mais importante é que os jovens, na escolha de cursos, pensem em colaborar com o desenvolvimento do mercado”, sustentou o Secretário, reiterando que Hengqin vai impulsionar a diversificação económica do território e dar maior esperança às novas gerações de Macau em termos de desenvolvimento profissional.
Além disso, segundo a Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude, através de uma série de trabalhos, a percentagem dos graduados do ensino secundário complementar que decidem prosseguir estudos em cursos relacionados com as áreas “1+4” tem subido de forma estável, atingindo cerca de 60%.
“Em todos os países e regiões existe o problema do desemprego estrutural, que pode ser até cíclico. Macau enfrenta também esse problema, sendo que alguns residentes com idade superior a 45 anos, devido a habilidades profissionais limitadas, necessitam do mecanismo de formação para ganhar maiores capacidades”, acrescentou.
Segundo o Secretário, de um total de 3.900 antigos funcionários das salas VIP de casinos, a maioria mudou de mentalidade e arranjou emprego noutros sectores. Em contrapartida, cerca de 500 ainda insistem nas condições de trabalho anteriores.
“Temos ajudado esses trabalhadores a libertar a mente e a reforçar a formação técnica para que possam encontrar novo emprego. É preciso um processo de adaptação, mas temos a maior paciência, pelo que também esperamos que as pessoas afectadas pelo desemprego estrutural aprendam técnicas para abraçar as mudanças industriais. Vamos continuar a trabalhar nesta vertente”, ressalvou Lei Wai Nong.
No que respeita ao emprego dos idosos, o Secretário adiantou que, no intuito de incentivar os idosos com vontade e capacidade de trabalho a prolongar a sua carreira profissional, a DSAL está a realizar um estudo para lançar, em cooperação com empresas e associações, um plano de trabalho específico. A ideia é permitir que os trabalhadores idosos consigam, consoante as suas próprias necessidades, um melhor equilíbrio entre o trabalho e a vida familiar, bem como enriquecer as opções do planeamento de vida.
Por outro lado, no tocante à revisão do “Regulamento dos Incentivos e Formação aos Desempregados” e do “Regulamento da Verba Específica para as Acções de Formação Profissionais”, o Secretário afirmou que a DSAL e o Fundo de Segurança Social estão a acompanhar a questão de forma ordenada. A DSAL irá ter em consideração os mais recentes desenvolvimentos sociais e do mercado de trabalho, a fim de evitar a sobreposição de medidas de apoio e garantir uma utilização mais eficaz de recursos. Segundo assegurou, na fase de revisão desses diplomas, a canalização de recursos de formação profissional não será afectada.



