Para aliviar as despesas elevadas, o Hospital Conde São Januário vai aplicar aumentos no serviço de partos para não residentes. Embora sem revelar o valor do ajustamento, o director do hospital garantiu que será alargado gradualmente a outros serviços
Viviana Chan
Apesar de Macau não enfrentar o problema do “turismo de maternidade” como Hong Kong, o Centro Hospitalar Conde de São Januário decidiu avançar com um plano de aumento das tarifas na especialidade de ginecologia e obstetrícia para não residentes, revelou o director do hospital público.
Kuok Cheong U explicou que o aumento deve-se às despesas elevadas do hospital ligadas aos custos crescentes para manter os serviços, pelo que se torna necessário ajustar as tarifas.
De acordo com o “Ou Mun Tin Toi”, Kuok Cheong U referiu que dará instruções ao departamento de finanças do hospital para analisar as despesas da unidade, nomeadamente o nível dos salários, e assim decidir o valor do aumento.
“A especialidade de ginecologia e obstetrícia será a primeira onde será aplicado o aumento”, adiantou o director, acrescentando que outras especialidades podem também ser alvo de ajustamentos pelas mesmas razões.
Kuok Cheong U revelou ainda terem sido recebidas 50 opiniões por escrito e 10 opiniões online na consulta pública sobre procriação médica assistida, prevendo que o relatório esteja concluído em meados deste ano.
Durante a visita aos primeiros bebés do ano, o director foi questionado sobre o número de queixas dos doentes, tendo referido que a relação entre os médicos e doentes é estável e não detectou uma tendência de aumento nas queixas.
Para além disso, Kuok Cheong U sublinhou que, após a passagem do tufão “Hato”, muitas pessoas enviaram cartas de agradecimento ao hospital.
Por outro lado, o mesmo responsável prevê que a faculdade de especialidade médica que o Governo prevê criar no território possa ser inaugurada no início do presente ano. Segundo revelou, o departamento de administração e várias formações já estão prontos, incluindo instalações para treino de primeiros socorros. Quando estiverem concluídos os trabalhos legais, a faculdade poderá entrar em funcionamento e estará aberta a todos os médicos de Macau.



