Em geral, as PME locais optaram por subir os salários dos seus funcionários em cerca de 5% a 6%. Mesmo assim, os sectores do comércio a retalho e da restauração continuam a registar uma elevada mobilidade de recursos humanos, indicou um responsável do site de emprego “Job 853”
No início deste ano, a maioria das pequenas e médias empresas (PME) de Macau decidiu aumentar as remunerações dos funcionários entre 5% a 6%, o que representa uma “medida de aumento salarial estável”, estimou Lau Fei, gerente do serviço ao cliente do site de procura de emprego “Job 853”. Segundo a sua observação, entre os sectores, a diferença em termos de aumento de ordenado não é evidente e a medida está associada aos negócios das empresas.
O mesmo responsável acredita que a mobilidade dos recursos humanos tornou-se mais notória no final de 2017 e no primeiro trimestre deste ano. Por enquanto, para além das dificuldades de recrutamento de mão-de-obra, os sectores de restauração e retalho deparam-se também com o problema da fuga de pessoal. Nesse sentido, Lau Fei prevê que na segunda metade do corrente ano, as empresas de restauração aumentem os ordenados por hora para colmatar a falta de empregados.
Quanto ao sector do comércio a retalho, o gerente entende que a alta mobilidade de recursos humanos está relacionada com a abertura de novos projectos das operadoras de jogo. Neste momento, o salário básico dos funcionários que trabalham na área do comércio a retalho é de cerca de 12 mil patacas por mês, o que representa um nível relativamente alto.
Na sua perspectiva, o mercado de recursos humanos vai manter-se estável este ano, se a economia não sofrer grandes mudanças. Embora as PME tenham de lidar com a pressão motivada pela subida das remunerações dos funcionários, não terão dificuldades em contratar empregados.
“Como hoje em dia, os jovens, sobretudo locais, procuram o hedonismo, muitos graduados podem não dar preferência à indústria do jogo, mas a empregos que não requerem trabalho por turno, com mais férias e tarefas mais fáceis e simples”, sublinhou.
40% dos graduados ganham mais de 18 mil MOP no primeiro ano
Cerca de 40% dos licenciados locais conseguem receber no primeiro ano de trabalho salários superiores a 18 mil patacas (mediana do rendimento mensal do emprego dos residentes locais), afirmou ontem o coordenador do Gabinete de Apoio ao Ensino Superior. Segundo Sou Chio Fai, depois de três anos, 60% dos jovens auferem um ordenado superior à mediana. Além disso, 90% dos graduados preferem ficar ou regressar a Macau para trabalhar e 80% encontraram emprego a tempo inteiro em menos de três meses.
R.C.



